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Simples Nacional 2027: o que decidir ainda em 2026 para não ser pego de surpresa

06/09/2026 09:004 min de leituraAtualizado há 1 hora

Vale para: Simples Nacional

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

A partir de 1º de janeiro de 2027, o Simples Nacional vai operar de um jeito bem diferente do atual. Chegam o IBS e a CBS, novos tributos da reforma tributária, surge a possibilidade de um "Simples híbrido" e acaba o regime de caixa para cálculo do imposto mensal. Essas mudanças não são só uma questão de preencher formulário no ano que vem: várias decisões precisam ser tomadas ainda em 2026, e algumas delas têm prazo já em setembro. Se você é dono de microempresa ou empresa de pequeno porte, este é o momento de parar e avaliar o que muda no seu negócio.

O que muda

O primeiro ponto de atenção é entender que existem duas decisões diferentes, com prazos e efeitos distintos. Uma é sobre continuar (ou entrar) no Simples Nacional propriamente dito. A outra é sobre como recolher especificamente o IBS e a CBS: dentro da guia única do Simples (o DAS) ou por fora, seguindo as regras do regime tributário regular. Confundir as duas pode custar caro, seja perdendo prazo, seja escolhendo um caminho que não é o mais vantajoso para sua operação.

Quem ainda não está no Simples e quer entrar em 2027 precisa ficar atento: o prazo deixou de ser janeiro. A solicitação deve ser feita entre 1º e 30 de setembro de 2026, com efeito a partir de janeiro de 2027. Já quem está no regime continua automaticamente, desde que não tenha sido excluído e continue cumprindo os requisitos. Mesmo assim, vale a pena checar a situação fiscal no Portal do Simples Nacional, porque uma exclusão em 2026, mesmo que só valha para 2027, vai exigir nova solicitação em setembro.

Outra mudança que merece atenção é o sublimite de R$ 3,6 milhões, que passará a valer também para o IBS, além do ICMS e do ISS. Empresas perto desse teto de faturamento precisam projetar os números de 2027 antes de concluir que continuar no Simples vai trazer o mesmo resultado tributário de hoje.

Cinco decisões para tomar em 2026
01
Reavaliar se o Simples ainda serve

Projete faturamento, folha, fator R e sublimites para 2027 antes de confirmar a permanência ou a entrada no regime.

02
Escolher entre DAS ou regime regular para IBS e CBS

Defina se recolhe os novos tributos dentro do Simples ou pelo regime regular, opção que pode ser feita em setembro de 2026.

03
Mapear os créditos tributários

Levante quanto vende para consumidor final e para outras empresas, e como isso afeta o crédito de IBS e CBS de cada modelo.

04
Revisar preços e contratos

Analise contratos com vigência em 2027 e simule se será preciso ajustar preço, prazos ou renegociar com clientes e fornecedores.

05
Organizar o caixa para tributação pelo faturamento

Prepare o fluxo de caixa para pagar imposto sobre vendas faturadas, mesmo que o dinheiro ainda não tenha entrado.

Quem é afetado e quais prazos observar

A decisão sobre IBS e CBS dentro ou fora do DAS vale tanto para quem já está no Simples quanto para quem vai solicitar entrada em setembro. Por padrão, os dois tributos continuam sendo apurados dentro do Simples e pagos na guia única, sem necessidade de nenhuma ação adicional. Mas quem quiser recolher IBS e CBS pelo regime regular, mantendo o restante dos tributos no Simples, também precisa optar entre 1º e 30 de setembro de 2026, valendo para o primeiro semestre de 2027. Essa escolha pode ser cancelada até 30 de novembro, mas quem ficar no DAS nesse período ainda terá uma segunda chance de mudar entre 1º e 31 de março de 2027, com efeito no segundo semestre.

Vale lembrar que o calendário de setembro não afeta o Simei, usado pelos microempreendedores individuais: a opção deles continua sendo feita em janeiro de 2027, normalmente. Também é importante saber que, se a solicitação de entrada no Simples for indeferida, a empresa tem até 30 dias corridos após a ciência do termo para regularizar pendências. Por isso, a recomendação é confirmar a opção dentro do prazo de setembro mesmo havendo irregularidades, para não perder a janela. E atenção: o cancelamento da opção, possível até 30 de novembro de 2026, é irretratável, ou seja, não dá para voltar atrás nem apresentar nova opção para o mesmo período.

Como se preparar

A decisão entre manter IBS e CBS no DAS ou migrar para o regime regular não deve ser tomada olhando só o valor da guia a pagar. Isso porque, pelas regras da reforma, quem recolhe os tributos pelo Simples não pode aproveitar créditos deles, e quem compra de uma empresa do Simples também tem limitações para aproveitar crédito. Já no regime regular, vale a lógica geral de créditos do IBS e da CBS. Esse detalhe pesa principalmente para negócios que vendem para outras empresas (o chamado B2B), já que o cliente pode considerar o crédito gerado na compra como parte da negociação, não apenas o preço. Por isso, antes de decidir, vale mapear quanto da receita vem de consumidor final e quanto vem de outras empresas, e simular os dois cenários com calma.

Outro ponto prático é rever contratos com vigência a partir de 2027, especialmente cláusulas de preço, reajuste e responsabilidade por tributos, que podem ter sido pensadas para o sistema atual. E não menos importante: o fim do regime de caixa, a partir de jan

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.