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Reforma Tributária: como estimar o impacto real na sua empresa

06/09/2026 10:003 min de leituraAtualizado há 1 hora

Vale para: Lucro Presumido · Lucro Real · Simples Nacional

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Quanto sua empresa vai pagar de tributos depois da Reforma Tributária? Essa pergunta não tem uma resposta pronta, porque o impacto varia conforme o regime tributário, a atividade exercida, as receitas, os custos, as despesas e a folha de pagamento de cada negócio. Para chegar a uma estimativa confiável, é preciso reunir esses dados e simular como a cobrança de CBS e IBS vai se comportar durante o período de transição, que se estende até 2033.

Na prática, isso significa que duas empresas do mesmo setor podem ter resultados bem diferentes na simulação, dependendo de como estão organizadas financeiramente. Por isso, antes de qualquer projeção, é importante entender quais informações realmente influenciam o cálculo e o que observar além do valor do imposto em si.

Quais dados definem o impacto na sua empresa

O ponto de partida é o CNAE, que identifica a atividade do negócio, somado às receitas de produtos e serviços, aos custos, às despesas operacionais e à folha de pagamento. O regime tributário também entra nessa conta, seja Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional. Quanto mais fiel a representação da empresa, mais útil se torna a comparação entre os cenários possíveis com a nova regra.

Vale lembrar que o valor do tributo é apenas uma parte da história. A transição também afeta o resultado da empresa, os créditos tributários disponíveis, a formação de preços e o capital de giro do negócio. Ignorar esses pontos pode levar a uma leitura incompleta do que realmente vai mudar no caixa da empresa.

Créditos e atividades com regras específicas

Um aspecto que merece atenção especial é o aproveitamento de créditos tributários. A comparação não deve se limitar ao que a empresa recolhe hoje e ao que passará a recolher no novo sistema: é preciso considerar também os créditos elegíveis e, no caso de negócios que vendem para outras empresas, o crédito que pode ser repassado ao cliente. Para quem está no Simples Nacional, existe ainda a possibilidade de avaliar cenários com recolhimento de CBS e IBS dentro ou fora do DAS, o que muda o resultado final.

Outro fator relevante é a atividade exercida pela empresa. Setores como saúde, educação, transporte coletivo urbano e profissões intelectuais, entre outros, contam com tratamentos diferenciados de CBS e IBS já previstos na legislação. Isso significa que o CNAE do negócio pode alterar significativamente o resultado da simulação, e essa verificação precisa ser feita antes de qualquer conclusão sobre o impacto esperado.

O que considerar antes de projetar o impacto
01
Reúna os dados da operação

CNAE, regime tributário, receitas, custos, despesas e folha de pagamento.

02
Olhe além do valor do imposto

Avalie também resultado, preços e capital de giro ao longo da transição.

03
Considere os créditos tributários

Verifique o aproveitamento de créditos e o repasse ao cliente, quando aplicável.

04
Confira tratamentos diferenciados

Setores como saúde, educação e transporte coletivo têm regras próprias de CBS e IBS.

Depois de reunir os dados e observar os diferentes indicadores, o passo seguinte é transformar essa projeção em uma leitura sobre o negócio propriamente dito. Uma simulação numérica não substitui a análise das particularidades da operação: ela serve como base para a conversa entre empresário e contador sobre o que realmente pode mudar no dia a dia da empresa.

É importante reforçar que qualquer projeção tem caráter estimativo. Antes de tomar decisões sobre mudança de regime, ajuste de preços ou planejamento tributário, é necessário validar as particularidades do negócio e acompanhar eventuais alterações na legislação, já que a regulamentação da Reforma Tributária ainda está em construção.

Como se preparar para a transição

Para o empresário, o recado prático é claro: não espere uma resposta única sobre quanto vai pagar a mais ou a menos com a reforma. O caminho é levantar os dados da própria empresa junto ao contador, entender como créditos e atividade específica entram na conta, e acompanhar as projeções conforme a regulamentação avança até 2033. Esse acompanhamento contínuo também será tema do CONBCON 2026, congresso online e gratuito que reunirá discussões sobre Reforma Tributária, planejamento tributário e outros temas ligados à rotina das empresas, entre os dias 21 e 25 de setembro.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.