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Simples Nacional: prazo de adesão vai até 15 de outubro, veja como agir

30/09/2026 09:004 min de leituraAtualizado há 1 hora

Vale para: Simples Nacional

Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Se você ainda não formalizou a entrada da sua empresa no Simples Nacional, preste atenção: o prazo foi prorrogado para 15 de outubro. Mas essa não é a única data importante no radar. Até 30 de outubro, as empresas já optantes pelo regime também precisam decidir algo que vai pesar no caixa a partir de 2027: como vão recolher os novos tributos da Reforma Tributária, o IBS e a CBS. Quem deixar para a última hora corre o risco de pagar mais imposto do que precisaria, ou perder competitividade diante de concorrentes que se planejaram melhor.

O que muda

Hoje, no Simples Nacional tradicional, a empresa paga uma alíquota única sobre o faturamento, que varia de 4% a 11,9% no comércio e de 6% a 17,5% nos serviços. Com a chegada do IBS e da CBS, surge uma segunda opção: o chamado regime híbrido. Nele, a empresa passa a recolher esses dois tributos separadamente, fora da guia única, o que reduz a alíquota do Simples e, ao mesmo tempo, permite gerar créditos tributários para quem compra dela. Na prática, isso significa que empresas que vendem para outras empresas podem se tornar mais atrativas no mercado, porque o cliente consegue abater parte do imposto pago na compra.

Quem continuar apenas no modelo tradicional, sem considerar essa mudança, pode perder competitividade. Isso porque o preço final do produto ou serviço fica mais caro para quem compra, já que não há geração de crédito. Em um mercado onde o cliente compara custos, isso pode significar perder contratos para concorrentes que migraram para o modelo híbrido.

Quem é afetado

Nem toda empresa vai se beneficiar da migração. Segundo o material disponível, três perfis de negócio tendem a ganhar mais com o regime híbrido: minimercados que vendem produtos de cesta básica com alíquota zero, escolas e faculdades privadas com faturamento mensal acima de R$ 200 mil, e prestadores de serviço cujos principais clientes são grandes empresas. Para esses casos, manter a apuração antiga pode significar desperdiçar o abatimento de impostos nas compras e encarecer o preço final oferecido ao mercado.

Já para negócios menores, com pouca ou nenhuma venda para outras empresas, o cálculo pode ser diferente. Por isso, a decisão não deve ser tomada no impulso: ela exige análise do perfil dos seus clientes e do tipo de operação que sua empresa realiza.

Prazos que você precisa guardar
15/10adesão ao Simples NacionalNovo prazo final para solicitar o ingresso no regime pelo Portal do Simples Nacional.
30/10escolha do regime de IBS/CBSPrazo para decidir entre guia única tradicional ou regime híbrido a partir de 2027.
30/10regularização de débitosData limite para quem teve o pedido negado por pendências fiscais resolver a situação.
3/11 a 20/12janela de cancelamentoPeríodo aberto para quem quiser desistir da opção feita, caso mude de ideia.

Prazos e como se preparar

Além das datas de adesão e escolha de regime, existe mais um detalhe importante: se o pedido de entrada no Simples Nacional for negado por causa de débitos pendentes, a empresa tem até 30 de outubro para regularizar a situação fiscal e garantir o enquadramento já em 2027. Depois disso, ainda há uma janela entre 3 de novembro e 20 de dezembro para quem fez a opção pelo regime híbrido e quiser cancelá-la, caso perceba que a escolha não foi a mais vantajosa.

Diante de tantas datas e variáveis, o caminho mais seguro é buscar orientação antes de tomar qualquer decisão. Avaliar quem são seus principais clientes, entender se eles se beneficiam de crédito tributário e simular o impacto financeiro de cada modelo são passos que fazem diferença no resultado final. Um contador especializado consegue calcular com precisão qual opção gera menos custo e mais competitividade para o seu tipo de negócio, evitando que a empresa pague imposto a mais por falta de planejamento.

O cenário atual exige que a contabilidade deixe de ser vista apenas como cumprimento de obrigações e passe a atuar como parte da estratégia do negócio. Simular cenários, calcular o impacto da geração de créditos e identificar o modelo mais econômico para cada empresa são tarefas que exigem conhecimento técnico, e é exatamente aí que uma assessoria contábil próxima faz diferença real no resultado financeiro do seu empreendimento ao longo de 2027.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.