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Simples Nacional: em setembro de 2026 é preciso escolher o novo regime tributário

18/08/2026 07:043 min de leituraAtualizado há 15 dias

Vale para: MEI · Simples Nacional

Fonte: Contadores CNT · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Se você tem uma microempresa ou empresa de pequeno porte enquadrada no Simples Nacional, marque setembro de 2026 no calendário. Nesse mês, será aberta uma janela para escolher como seu negócio vai recolher os novos tributos da Reforma Tributária, o IBS e a CBS, que entram em vigor em 2027. Essa decisão pode afetar diretamente o custo dos seus produtos ou serviços e até a forma como você negocia com clientes que são outras empresas.

O que muda

Hoje, o Simples Nacional funciona com uma guia única, que reúne vários tributos de forma simplificada. Com a reforma, surgem duas opções. A primeira é permanecer no Simples tradicional, continuando a pagar tudo numa guia só, com o IBS e a CBS substituindo gradualmente tributos como PIS, Cofins e, em alguns casos, o IPI. A segunda é migrar para o chamado regime híbrido, no qual você continua pagando a maior parte dos tributos pela guia do Simples, mas passa a apurar e recolher o IBS e a CBS separadamente, seguindo as regras do novo sistema.

No regime híbrido, a CBS terá uma alíquota inicial estimada em 9%, enquanto o IBS será cobrado a uma alíquota de teste de apenas 0,1% em 2027 e 2028. Isso pode dar a impressão de que essa opção é mais cara, mas não é bem assim.

Quem é afetado e por que vale a pena avaliar

A principal vantagem do regime híbrido está no fim da cumulatividade de tributos. Na prática, isso significa que clientes que também são empresas poderão aproveitar créditos tributários gerados pela sua operação, o que reduz o custo final para toda a cadeia. Além disso, despesas do seu próprio negócio passam a gerar créditos, algo que não acontece do mesmo jeito no Simples tradicional.

Por isso, se o seu negócio vende principalmente para o consumidor final, o Simples tradicional tende a continuar sendo a opção mais simples e vantajosa. Já se você vende majoritariamente para outras empresas, o regime híbrido pode representar ganho financeiro para o seu cliente e, por consequência, fortalecer sua posição comercial. Vale destacar ainda que, em algumas cadeias produtivas, grandes contratantes já sinalizam preferência pelo regime híbrido, o que pode gerar pressão para que fornecedores menores também adotem esse modelo.

Datas que você precisa guardar
Set/2026janela de opçãoDe 1º a 30 de setembro de 2026, a escolha entre os regimes deve ser feita.
Jan/2027início dos efeitosA opção feita em setembro passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.
Mar/2027nova janelaAbertura de nova oportunidade para alterar a escolha feita.

Prazos e como se preparar

Fique atento: quem não fizer nenhuma opção durante setembro permanecerá automaticamente no Simples tradicional. E quem escolher o regime híbrido ficará vinculado a essa decisão durante todo o primeiro semestre de 2027, só podendo alterá-la numa nova janela prevista para março daquele ano. Ou seja, a escolha feita em setembro de 2026 não é definitiva para sempre, mas também não pode ser revista de imediato caso você mude de ideia.

Como a maioria das microempresas não tem departamento fiscal próprio, o momento pede conversa direta com o seu contador. Antes de decidir, é importante avaliar o perfil dos seus clientes (se são pessoas físicas ou jurídicas), o potencial de aproveitamento de créditos de IBS e CBS na sua operação e o impacto que a mudança pode ter no seu fluxo de caixa.

Vale lembrar também que as regras divulgadas até agora tratam apenas das microempresas e empresas de pequeno porte do Simples Nacional. O caso do Microempreendedor Individual (MEI) será tratado em etapa própria da regulamentação, então quem se enquadra nessa categoria deve acompanhar novas orientações específicas.

Setembro de 2026 tende a ser um dos momentos mais importantes da transição para a Reforma Tributária dentro do Simples Nacional. A escolha certa pode preservar a simplicidade do seu negócio ou abrir espaço para ganhos de competitividade na sua cadeia de vendas. Comece já a conversar com seu contador para levantar o perfil dos seus clientes e simular os dois cenários antes que a janela de decisão se abra.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.