Simples Nacional em 2027: escolher regime regular ou híbrido para IBS e CBS
16/09/2026 15:003 min de leituraAtualizado há 5 horas
Vale para: Simples Nacional
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.
Se a sua empresa é optante pelo Simples Nacional, uma decisão importante vai bater à sua porta em 2027: como recolher o IBS e a CBS, os novos tributos que substituem parte do sistema atual. Você poderá escolher entre manter tudo dentro do Simples, como já acontece hoje, ou adotar um modelo híbrido, no qual esses dois tributos passam a ser apurados separadamente, seguindo as regras do regime regular. A escolha não é trivial e pode afetar diretamente o caixa e a rotina fiscal do seu negócio.
O que muda
Hoje, quem está no Simples Nacional recolhe todos os tributos de forma unificada, por meio do DAS, o famoso documento único de arrecadação. Com a chegada do IBS e da CBS, esse cenário pode se dividir em dois caminhos. No primeiro, você mantém tudo como está: os novos tributos continuam dentro do DAS, preservando a simplicidade que é a marca registrada do Simples Nacional. No segundo caminho, o chamado regime híbrido, sua empresa continua no Simples para os demais tributos, mas passa a apurar IBS e CBS separadamente, seguindo a lógica do regime regular.
Essa segunda opção pode parecer mais trabalhosa à primeira vista, e de fato exige uma rotina fiscal mais complexa. Mas ela também pode trazer vantagens, principalmente para empresas que lidam com geração e transferência de créditos tributários. Isso é especialmente relevante para quem vende para outras empresas, no modelo conhecido como B2B, já que a possibilidade de aproveitar créditos de IBS e CBS pode impactar diretamente a competitividade dos seus preços.
Quem precisa ficar atento
A decisão não é igual para todo mundo. Ela depende de características específicas do seu negócio, como o tipo de cliente que você atende (empresas ou consumidor final), o perfil dos seus fornecedores e a forma como sua operação gera ou recebe créditos tributários. Empresas com forte atuação B2B tendem a sentir mais os efeitos da escolha, já que a transferência de créditos entre elos da cadeia produtiva é um dos pontos centrais dessa mudança tributária.
Além do aspecto fiscal, é preciso pensar no impacto financeiro e operacional. Migrar para o regime híbrido pode significar mais controles, mais obrigações acessórias e uma exposição de caixa diferente da atual. Por isso, antes de decidir, vale avaliar com cuidado como cada modelo se encaixa na realidade do seu negócio, de preferência com o apoio do seu contador.
Regime regular (tudo no Simples)
- IBS e CBS continuam dentro do DAS
- Mantém a sistemática simplificada de recolhimento
- Rotina fiscal mais enxuta
Regime híbrido
- IBS e CBS apurados separadamente, fora do DAS
- Segue as regras do regime regular para esses dois tributos
- Pode facilitar geração e transferência de créditos tributários
Prazo para decidir
O prazo para escolher o modelo que valerá em 2027 termina em 30 de setembro. Ou seja, não é uma decisão que pode ficar para depois: quanto antes você entender as diferenças entre os dois regimes, mais tempo terá para ajustar processos internos, sistemas e a relação com seu contador, caso opte pelo modelo híbrido.
Como se preparar
Para ajudar empresários e profissionais da contabilidade a entenderem melhor o tema, a FecomercioSP realiza nesta sexta-feira (18), das 17h às 18h, a live "Simples Nacional: regime regular ou híbrido?", com apoio e retransmissão do Portal Contábeis. O evento contará com a participação de Daniela Godoy de Vasconcellos, analista tributária da Receita Federal, e Sarina Manata, assessora da FecomercioSP, que vão esclarecer dúvidas e trazer orientações práticas sobre os dois modelos.
Independentemente do formato que você escolher, o mais importante agora é não deixar essa decisão para a última hora. Converse com seu contador, avalie o perfil da sua empresa e entenda como a geração de créditos e a exposição de caixa podem afetar seu negócio. Uma escolha bem informada hoje pode evitar dores de cabeça e custos desnecessários quando as novas regras entrarem em vigor.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.
