Simples Nacional e Reforma Tributária: cuidado com o ressarcimento de IBS/CBS
27/08/2026 10:303 min de leituraAtualizado há 6 dias
Vale para: Simples Nacional
Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.
Se sua empresa é optante do Simples Nacional, é hora de prestar atenção redobrada às mudanças que a Reforma Tributária traz para a apuração e o ressarcimento de IBS e CBS, os novos tributos que vão substituir parte do sistema atual. Essas regras criam pontos de atenção que precisam entrar no planejamento tributário do seu negócio desde já, para evitar surpresas e perdas financeiras no futuro.
O que muda
O Simples Nacional é conhecido por unificar vários tributos em uma única guia de pagamento, com o objetivo de simplificar a vida de pequenas e médias empresas. Com a chegada do IBS e da CBS, esse modelo passa por ajustes que afetam diretamente como esses novos tributos são calculados e, principalmente, como e quando a empresa pode reaver valores pagos a mais, ou seja, o ressarcimento.
Esse ponto do ressarcimento merece atenção especial. As regras que estão sendo desenhadas para o regime híbrido, aquele que combina características do sistema atual com o novo modelo de IBS e CBS, criam uma espécie de trava para as empresas do Simples Nacional. Na prática, isso significa que o processo de reaver créditos ou valores pagos indevidamente pode ficar mais burocrático ou limitado do que o empresário está acostumado no modelo atual.
Quem é afetado
Todas as empresas optantes do Simples Nacional que lidam com apuração de tributos indiretos, como ICMS, ISS, PIS e Cofins, precisam entender como essas mudanças vão impactar seu fluxo de caixa e sua rotina fiscal. Isso vale tanto para comércio quanto para prestadores de serviço e indústria, já que o IBS e a CBS têm abrangência ampla sobre o consumo de bens e serviços no país.
Se você trabalha com margens apertadas ou depende do ressarcimento de créditos tributários para manter o caixa saudável, esse é um tema que não pode ficar de fora da sua agenda com o contador. Entender antecipadamente como o regime híbrido vai funcionar evita que a empresa seja pega de surpresa quando as regras entrarem em vigor de forma mais ampla.
Entenda como sua empresa apura hoje ICMS, ISS, PIS e Cofins, para comparar com as novas regras de IBS e CBS.
Identifique quanto sua empresa costuma recuperar em créditos tributários, para dimensionar o impacto da nova trava.
Inclua o tema do regime híbrido nas discussões de planejamento tributário do seu negócio.
O chamado regime híbrido é justamente o período de transição em que empresas vão conviver com o sistema tributário atual e as novas regras de IBS e CBS ao mesmo tempo. É nesse momento que surgem as maiores dúvidas sobre como calcular corretamente os tributos e como garantir que valores pagos a mais sejam devolvidos à empresa sem entraves excessivos.
Para quem está no Simples Nacional, a preocupação é dobrada, já que o regime foi criado justamente para simplificar obrigações. Se as novas regras trouxerem mais complexidade para o ressarcimento, isso pode gerar impacto direto no caixa das micro e pequenas empresas, que costumam ter menos margem para lidar com atrasos ou entraves burocráticos.
Diante desse cenário, o caminho mais seguro é acompanhar de perto as definições sobre o regime híbrido e conversar com seu contador sobre como a apuração de IBS e CBS vai afetar sua empresa. Antecipar esse entendimento ajuda a evitar prejuízos no fluxo de caixa e garante que sua empresa esteja preparada para as mudanças que a Reforma Tributária ainda vai trazer nos próximos anos.
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