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Reforma Tributária: 5 perguntas que sua empresa deve fazer ao contador

21/09/2026 07:164 min de leituraAtualizado há 1 hora

Vale para: Lucro Presumido · Simples Nacional

Fonte: Contadores CNT · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

A Reforma Tributária está mudando a forma como as empresas calculam e pagam impostos, e isso exige um diálogo muito mais próximo entre você e sua contabilidade. Com a chegada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), decisões que antes pareciam simples, como escolher o regime tributário, agora precisam de uma análise mais cuidadosa. Se você é dono de um pequeno negócio, entender os pontos certos para discutir com o contador pode evitar prejuízos e ajudar a manter a competitividade da empresa.

Por que essa conversa é tão importante agora

Durante o período de adaptação às novas regras, o papel do contador deixa de ser apenas emitir notas, guias e livros fiscais. Ele passa a participar ativamente do planejamento tributário e das decisões operacionais do negócio, ajudando a avaliar qual regime é mais vantajoso, como organizar os documentos fiscais e de que forma os novos tributos afetam os custos e os preços praticados. Por isso, especialistas recomendam que os pequenos empresários levem perguntas específicas ao contador, em vez de esperar que tudo seja resolvido de forma automática.

A primeira questão é sobre o regime tributário. Com o IBS e a CBS entrando em cena, permanecer no Simples Nacional não deve ser uma decisão tomada sem análise. O tipo de operação do seu negócio, seja vendendo para outras empresas (B2B) ou diretamente ao consumidor final (B2C), pode gerar resultados bem diferentes em termos de créditos tributários para quem compra de você. Por isso, vale pedir ao contador simulações comparando Simples Nacional, Lucro Presumido e o regime regular, para descobrir qual opção realmente pesa menos no bolso da empresa.

Outro ponto que merece atenção é a classificação fiscal dos seus produtos e serviços. Códigos como CST, Classtrib, NBS e NCM vão influenciar diretamente o cálculo dos novos tributos e a geração de créditos fiscais. Um erro nesse cadastro pode gerar cobrança em dobro de impostos ou até multas, então é importante confirmar com o contador se os códigos utilizados pela empresa estão corretos e atualizados.

A tecnologia também entra na lista de cuidados. O sistema que sua empresa usa para emitir notas fiscais precisa estar preparado para calcular e destacar corretamente o IBS e a CBS nas operações do dia a dia. Vale perguntar diretamente ao contador se o software já recebeu as atualizações necessárias, já que isso impacta diretamente a rotina fiscal e pode travar a emissão de documentos se não estiver ajustado a tempo.

Perguntas essenciais para levar ao contador
01
Qual regime tributário é mais vantajoso?

Peça simulações comparando Simples Nacional, Lucro Presumido e regime regular.

02
A classificação fiscal está correta?

Confirme os códigos CST, Classtrib, NBS e NCM usados nos produtos e serviços.

03
O sistema está atualizado?

Verifique se o software de emissão de notas já calcula IBS e CBS corretamente.

04
Como ficam os preços dos produtos?

Entenda o impacto dos novos tributos na margem de lucro e no preço final.

05
Como funcionará o pagamento dos tributos?

Entenda o split payment, as guias unificadas e as novas datas de recolhimento.

Preços e fluxo de caixa exigem atenção redobrada

A formação de preços também precisa ser revisada com o contador. É importante entender quanto do valor final do produto ou serviço corresponde efetivamente à mercadoria e quanto é referente aos tributos, tanto antes quanto depois das novas regras. Essa análise ajuda a enxergar como a nova carga tributária pode afetar a margem de lucro e, consequentemente, o preço praticado no mercado.

Por fim, o recolhimento dos tributos vai mudar de forma significativa, com a chegada do split payment, um mecanismo que recolhe o imposto automaticamente no momento da transação. Isso significa que o fluxo de caixa da empresa vai funcionar de um jeito diferente do atual, com novo calendário e novas guias unificadas. Entender com antecedência como esse dinheiro vai circular ajuda a evitar surpresas entre o valor previsto e o que realmente será pago.

Como se preparar

A adaptação à Reforma Tributária não é uma tarefa só da contabilidade, é uma responsabilidade compartilhada entre você e seu contador. Quanto mais cedo essas cinco perguntas forem discutidas, mais tempo sua empresa terá para ajustar sistemas, revisar preços e organizar o caixa sem sobressaltos. Cada negócio tem características próprias, então simulações e revisões periódicas dos processos fiscais são o caminho mais seguro para atravessar essa transição com menos riscos e mais previsibilidade.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.