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Reforma Tributária 2027: 7 decisões que sua empresa precisa tomar agora

22/08/2026 09:005 min de leituraAtualizado há 10 dias

Vale para: Simples Nacional

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

O ano de 2027 vai marcar uma virada importante na forma como sua empresa paga tributos. É quando PIS e Cofins deixam de existir e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) passa a ser cobrada de fato. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá ICMS e ISS, continua em transição, e o Imposto Seletivo também entra em vigor. Para não ser pego de surpresa, o momento de agir é agora, ainda em 2026, e não em janeiro do ano que vem.

A Receita Federal já exige, neste ano, que os documentos fiscais eletrônicos, como NF-e, NFC-e e NFS-e, estejam preparados para receber os campos de IBS e CBS. Isso significa que sistemas, cadastros e rotinas internas das empresas precisam ser ajustados com antecedência. Deixar essa adaptação para o fim do ano pode gerar erros na emissão de notas e problemas na apuração dos tributos.

O que muda para quem está no Simples Nacional

Se sua empresa é optante do Simples Nacional, uma decisão urgente acontece em setembro de 2026. Entre os dias 1º e 30, você poderá optar por apurar IBS e CBS fora do regime unificado, seguindo o sistema regular, com efeitos para o primeiro semestre de 2027. Quem não fizer essa escolha continua recolhendo esses tributos dentro do Simples normalmente. Uma nova janela de opção será aberta em março de 2027, valendo para o segundo semestre daquele ano.

É importante entender que essa não é uma decisão de "sair ou ficar" do Simples Nacional. Você pode continuar no regime simplificado para os demais tributos e avaliar separadamente apenas como IBS e CBS serão tratados. Essa escolha depende do perfil do seu negócio: como são seus custos, suas compras, se você consegue aproveitar créditos e se boa parte dos seus clientes são outras empresas. Por isso, agosto e setembro de 2026 são meses para simular cenários junto com seu contador antes de decidir.

Sistemas, preços e créditos: o que revisar

Outro ponto que merece atenção é a qualidade dos cadastros de produtos, serviços, clientes e fornecedores. Com a chegada de regimes específicos, reduções de alíquota e isenções dentro do novo sistema, um cadastro mal preenchido pode fazer o sistema calcular o imposto errado. Essa revisão não é só tarefa do setor fiscal: compras, vendas, faturamento e tecnologia também precisam estar envolvidos, principalmente se sua empresa trabalha com muitos produtos diferentes.

Também é hora de testar de verdade se o seu sistema de emissão de notas e gestão (ERP) está pronto para calcular IBS e CBS, preencher os campos exigidos e lidar com as regras específicas do seu setor. Não basta confirmar com o fornecedor do software que uma atualização foi instalada: o ideal é testar com situações reais da sua empresa, porque um erro de configuração pode virar um problema tributário sério.

Pontos que exigem decisão ainda em 2026
01
Simples Nacional

Avaliar entre 1º e 30 de setembro se vale apurar IBS e CBS fora do regime unificado.

02
Cadastros

Corrigir dados de produtos, serviços, clientes e fornecedores para evitar erro no cálculo do imposto.

03
Sistemas

Testar se o ERP calcula IBS e CBS corretamente em situações reais da empresa.

04
Fluxo de caixa

Simular novos prazos de recolhimento e aproveitamento de créditos para 2027.

A reforma também pode afetar a margem dos seus produtos e serviços. Valores de contratos negociados com base nas regras atuais de PIS, Cofins, ICMS e ISS podem precisar ser reavaliados diante da chegada da CBS e do IBS. Isso não quer dizer que os preços vão necessariamente subir ou cair, tudo depende da atividade, dos fornecedores e do perfil de clientes. A pergunta que você precisa responder ainda em 2026 é: já sei qual será minha margem no novo cenário?

Os créditos tributários também merecem atenção redobrada, já que a não cumulatividade é um dos pilares do novo sistema. Isso significa que o setor de compras passa a ter peso direto na eficiência tributária da empresa: não basta saber quanto será cobrado nas vendas, é preciso entender quais compras geram crédito e como isso afeta o custo real da operação. Fornecedores com condições parecidas hoje podem gerar resultados bem diferentes quando o efeito tributário entra na conta.

Contratos, processos internos e fluxo de caixa

Contratos comerciais com cláusulas de preço, impostos, descontos e bonificações também precisam ser revisados, porque podem produzir efeitos diferentes com as novas regras. Além disso, é fundamental que as informações circulem bem entre os setores: uma condição negociada pelo comercial precisa chegar corretamente ao faturamento, e uma alteração contratual precisa ser refletida na parte fiscal. Quanto maior a desorganização entre as áreas, maior o risco de erro.

Por fim, o fluxo de caixa da empresa para 2027 precisa ser recalculado. A reforma traz mecanismos como o split payment, que pode vincular o recolhimento dos tributos diretamente ao pagamento da operação. Isso muda a lógica de quando o dinheiro sai do caixa e quanto fica disponível para a empresa funcionar no dia a dia. Projeções feitas apenas com base no sistema tributário atual podem não refletir a realidade que vem por aí.

Diante de tantas mudanças, o papel do contador ganha ainda mais peso: é ele quem consegue traduzir essas novas regras em decisões práticas para o seu negócio. Use os meses que restam de 2026 para colocar essas sete decisões na mesa, junto com seu contador, e chegar a 2027 com a

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