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Sua empresa pode estar pagando imposto a mais? Veja como corrigir

01/08/2026 10:003 min de leituraAtualizado há 31 dias

Vale para: Lucro Presumido · Lucro Real · Simples Nacional

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Simples Nacional, atualizado a cada mudança de norma.

Sua empresa pode estar pagando mais imposto do que deveria, mesmo estando em um regime tributário simplificado. Não é exagero: segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), 95% das empresas brasileiras recolhem tributos acima do devido. Um levantamento do Grupo AG Capital chegou a um número ainda mais alto entre companhias listadas na B3: 99%. Ou seja, o problema não escolhe tamanho de empresa e atinge desde pequenos negócios até grandes corporações.

O motivo, na maioria dos casos, não é a alíquota em si, mas a dificuldade de aplicar corretamente uma legislação tributária complexa e que muda com frequência. Isso significa que, mesmo sem qualquer intenção de sonegar, sua empresa pode estar deixando dinheiro na mesa todos os meses simplesmente por falhas operacionais, cadastros incorretos ou escolhas equivocadas de enquadramento fiscal.

Onde estão os principais erros

Um dos pontos mais sensíveis é a escolha do regime tributário. Definir entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real exige olhar para faturamento, atividade e estrutura do negócio. Um enquadramento inadequado pode fazer sua empresa pagar mais imposto durante o ano inteiro, sem que isso seja percebido no dia a dia. Empresas em fase de crescimento precisam de atenção extra: se o faturamento não for acompanhado de perto, é possível ser surpreendido por um desenquadramento inesperado e cobranças adicionais de tributos.

Outro erro recorrente e menos visível é o cadastro incorreto da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) dos produtos. Esse código define a tributação de cada mercadoria, e um simples erro de digitação ou classificação pode gerar tanto o pagamento de impostos indevidos quanto autuações fiscais. Por isso, revisar periodicamente esses cadastros, com apoio da contabilidade, é uma medida simples que pode evitar prejuízos significativos.

Empresas que compram mercadorias de outros estados também merecem atenção redobrada. Regras como o Diferencial de Alíquota (Difal) precisam ser calculadas antes de fechar negociações interestaduais. Ignorar esse custo pode comprometer a margem de lucro e ainda resultar em recolhimentos incorretos, o que gera dor de cabeça dupla: menos lucro e risco fiscal.

Planejamento tributário como ferramenta de gestão

Especialistas reforçam que o planejamento tributário não deve ser tratado como mera obrigação burocrática, mas como parte da gestão estratégica do negócio. Isso inclui escolher o regime mais adequado, aproveitar incentivos fiscais disponíveis, compensar créditos tributários e aplicar corretamente as isenções previstas em lei. O resultado prático vai além da economia: contribui para dar mais previsibilidade financeira à empresa e reduzir o risco de autuações.

Como se preparar

Para micro e pequenas empresas, a recomendação prática é simples: acompanhar regularmente a situação fiscal do negócio e fazer revisões periódicas das apurações de tributos. Essa atuação preventiva permite identificar inconsistências, corrigir erros de cadastro e avaliar oportunidades previstas na legislação antes que se tornem problema.

Na prática, isso significa manter um diálogo constante com a contabilidade do seu negócio, e não apenas recorrer a ela na hora de fechar obrigações mensais. Esse acompanhamento próximo pode representar economia real no caixa, mais segurança fiscal e uma gestão financeira mais eficiente, exatamente o que toda micro e pequena empresa precisa para se manter competitiva.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.