Split payment: manuais oficiais definem como vai funcionar o novo sistema
25/09/2026 07:083 min de leituraAtualizado há 2 horas
Fonte: Contadores CNT · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.
A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS aprovaram um novo conjunto de manuais técnicos que vão orientar o funcionamento da plataforma pública do split payment, mecanismo que promete mudar a forma como sua empresa recolhe tributos a partir da reforma tributária. Os documentos foram publicados por meio de um ato técnico conjunto e trazem regras detalhadas sobre como o sistema vai operar na prática, tanto para o IBS quanto para a CBS.
Se você ainda não está familiarizado com o termo, o split payment funciona de um jeito simples de entender: no momento em que um cliente paga por um produto ou serviço, o valor do tributo já é separado automaticamente e enviado direto para o governo. Ou seja, esse dinheiro não passa pelo caixa da empresa, o que reduz o risco de inadimplência fiscal, mas também exige que os sistemas de pagamento e de gestão estejam preparados para essa nova lógica.
O que foi aprovado
Ao todo, foram aprovados seis documentos que compõem a base técnica da plataforma: o Manual de Operações, o Manual de Integração, o documento openAPI, o Manual de Tempos, o Manual de Redes e o Manual de Segurança. Juntos, eles funcionam como um guia completo para quem vai desenvolver, integrar ou operar sistemas conectados ao split payment, incluindo bancos, adquirentes de cartão, softwares de gestão e, indiretamente, as próprias empresas que dependem desses sistemas para emitir notas e receber pagamentos.
Além disso, o ato ratificou versões que já vinham sendo usadas como minuta, como o Manual de Operações e o Manual de Tempos, e reforçou as regras para o Manual de Habilitação de Participantes, aprovado anteriormente. Na prática, isso significa que essas diretrizes deixam de ser um rascunho e passam a valer oficialmente como referência técnica.
Como funcionam as atualizações
Um ponto importante para quem acompanha esse processo é a forma como as futuras atualizações desses manuais serão feitas. O ato estabelece que as versões seguirão uma numeração no formato X.Y.Z, e que o último número (o "Z") só poderá ser usado para corrigir erros ou ajustar redação e formatação, nunca para criar, mudar ou excluir regras, obrigações ou funcionalidades do sistema.
Essa regra traz mais previsibilidade para empresas de tecnologia, contadores e gestores financeiros que precisam acompanhar essas mudanças de perto. Na prática, você pode confiar que uma atualização de versão menor não vai trazer surpresas em termos de novas obrigações, o que facilita o planejamento de adaptação dos sistemas internos.
Por que isso importa para o seu negócio
Mesmo que sua empresa não desenvolva sistemas de pagamento, essa aprovação afeta diretamente quem vai integrar essas soluções no dia a dia. Bancos, maquininhas de cartão, plataformas de e-commerce e softwares de emissão de nota fiscal vão precisar se adequar a esses manuais, e isso, mais cedo ou mais tarde, chega até o seu negócio na forma de atualizações obrigatórias nos sistemas que você já usa.
O ideal é começar a acompanhar esse assunto com antecedência, principalmente se sua empresa lida com grande volume de transações ou depende de integrações específicas com bancos e adquirentes. Converse com seu fornecedor de sistema de gestão para saber se ele já está se preparando para o split payment e mantenha contato próximo com seu contador para entender como essas mudanças vão impactar o fluxo de caixa e o recolhimento de tributos da sua empresa nos próximos meses.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.
