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Reforma Tributária: força-tarefa vai orientar pequenas empresas

18/09/2026 09:003 min de leituraAtualizado há 1 hora

Vale para: Simples Nacional

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

A Receita Federal, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o Sebrae e a Fenacon anunciaram uma força-tarefa conjunta para ajudar empresários e profissionais da contabilidade a entenderem a Reforma Tributária. O objetivo é reunir, em um só esforço, materiais de orientação, capacitação e ferramentas práticas para facilitar a adaptação ao novo sistema, além de combater informações erradas que circulam sobre o tema.

Se você é dono de empresa, essa iniciativa importa porque a transição tributária não é apenas uma mudança de siglas ou de formulários. Ela afeta diretamente como sua empresa emite notas fiscais, calcula preços, organiza a contabilidade e se relaciona com o fisco. Quanto mais clareza houver sobre as regras, menor o risco de erros, multas ou decisões equivocadas no meio do caminho.

Quem é afetado

A força-tarefa vai dar atenção especial, nesta primeira etapa, às micro e pequenas empresas. Esse recorte faz sentido porque é justamente esse grupo que costuma ter menos estrutura interna para acompanhar mudanças tributárias complexas e depende mais de orientação externa, seja da contabilidade, seja de entidades como o Sebrae.

As mudanças giram em torno da criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que vão substituir tributos atuais sobre o consumo. Também há regras específicas para empresas que estão no Simples Nacional, o que é um ponto de atenção redobrada para quem enquadra o negócio nesse regime.

O que a força-tarefa vai oferecer

Cada entidade envolvida vai tratar de uma frente diferente. A Receita Federal explica as regras, prazos e aspectos legais da reforma, além de suas estratégias para combater a desinformação. O CFC foca no papel da contabilidade durante a transição e na capacitação dos profissionais que vão orientar as empresas no dia a dia. O Sebrae trata dos impactos e das oportunidades da reforma especificamente para micro e pequenos negócios. Já a Fenacon apresenta os efeitos das mudanças para o setor de serviços e para empresas de assessoramento empresarial, área que inclui muitos escritórios de contabilidade.

Frentes da força-tarefa
01
Receita Federal

Apresenta regras, prazos e aspectos legais da reforma, além de ações contra a desinformação.

02
CFC

Trata da atuação e capacitação dos profissionais da contabilidade na transição.

03
Sebrae

Explica impactos e oportunidades da reforma para micro e pequenas empresas.

04
Fenacon

Aborda efeitos para o setor de serviços e empresas de assessoramento.

Além da coletiva de imprensa que apresentou a iniciativa, as entidades gravaram um podcast chamado "Reforma de Fato", que deve gerar uma série de vídeos curtos com explicações sobre os pontos principais da reforma e respostas a dúvidas comuns de empresários, contadores e da população em geral. A ideia é usar conteúdo educativo em formato acessível para reduzir a confusão que costuma acompanhar mudanças tributárias dessa magnitude.

Como se preparar

Na prática, a transição tributária vai exigir ajustes em sistemas, documentos fiscais, processos internos e na forma como sua empresa monta os preços dos produtos ou serviços. Isso vale tanto para quem está no regime normal quanto para quem está no Simples Nacional, já que há regras específicas sendo definidas para esse regime dentro do novo modelo do IBS e da CBS.

O caminho mais seguro é acompanhar de perto as orientações oficiais que serão divulgadas por essas entidades e manter contato próximo com sua contabilidade, que vai ser o ponto de apoio direto na hora de traduzir as novas regras para a realidade específica do seu negócio. Quanto antes você entender o que muda, mais tempo terá para ajustar sistemas e rotinas sem pressa e sem erros de última hora.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.