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Pix terá novidades: cobrança híbrida, split tributário e mais segurança

11/08/2026 16:303 min de leituraAtualizado há 22 dias

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

O Pix completou cinco anos de operação e o Banco Central aproveitou a data para divulgar um relatório com o desempenho do sistema e, mais importante para quem administra um negócio, uma lista de novidades que devem chegar nos próximos anos. Em 2025, o Pix movimentou R$ 35,36 trilhões, valor 33,6% maior que os R$ 26,46 trilhões registrados em 2024. Além do crescimento no uso, o documento traz projetos em desenvolvimento que podem mudar a forma como empresas recebem, cobram e movimentam dinheiro pelo sistema.

Vale reforçar desde já: nem tudo o que está no relatório já está disponível. São iniciativas em estágios diferentes de maturidade, algumas ainda em estudo, outras em discussão no chamado Fórum Pix, espaço onde o BC debate mudanças com o mercado. Por isso, é importante entender o que já vale hoje e o que ainda depende de definição.

O que muda

Entre os projetos mais relevantes para empresas está a cobrança híbrida, que deve combinar o Pix com mecanismos tradicionais de cobrança, e a possibilidade de usar o Pix para quitar duplicatas. Outra frente é o split tributário, ligado à Reforma Tributária, que pode permitir a separação automática entre o valor da operação e o valor dos tributos na hora do pagamento. O BC também avalia levar o Pix para operações internacionais, conectando o sistema brasileiro a mecanismos de pagamento instantâneo de outros países, e estuda o uso do Pix como instrumento de garantia em operações financeiras.

No campo da segurança, duas discussões merecem atenção. A primeira é sobre o uso do campo de descrição das transferências, criado para registrar informações objetivas sobre o pagamento, mas que vem sendo usado por alguns usuários para enviar mensagens ofensivas ou ameaçadoras junto com transferências, muitas vezes de valores baixos. Um grupo de trabalho foi criado em 2026 para avaliar formas de coibir essa prática, o que pode resultar em regras futuras.

A segunda discussão é sobre os alertas de possível golpe emitidos pelas instituições financeiras antes da conclusão de uma transferência. Hoje cada banco ou fintech adota seus próprios critérios e formatos de aviso. O Banco Central estuda padronizar essa comunicação, definindo critérios mínimos para identificar transações suspeitas e um modelo mais uniforme de mensagem ao usuário.

Quem é afetado

Praticamente qualquer empresa que use o Pix no dia a dia, seja para receber de clientes, pagar fornecedores ou movimentar caixa, deve acompanhar essa agenda. Se você trabalha com duplicatas ou tem operações que envolvem cálculo de tributos embutidos no preço, o split tributário pode alterar a forma como o dinheiro entra e é distribuído entre operação e impostos. Empresas com operações internacionais também devem ficar atentas à possibilidade de uso do Pix em transações fora do país.

Já uma novidade que afeta diretamente a rotina de segurança financeira é a funcionalidade de contestação simplificada, disponível desde outubro de 2025. Com ela, o cliente pode contestar determinadas transações por meio de um botão específico, sem depender de atendimento humano para abrir o processo. Para empresas que recebem via Pix, isso significa maior agilidade em casos de fraude, mas também exige atenção redobrada aos controles internos, já que contestações podem impactar o fluxo de caixa se não forem bem administradas.

Como se preparar

Como boa parte dessas mudanças ainda está em fase de estudo ou discussão, o caminho mais seguro é acompanhar a evolução de cada projeto antes de fazer ajustes na operação. Ainda assim, já é possível se organizar: revise como sua empresa usa o campo de descrição nas cobranças via Pix, verifique se sua instituição financeira já oferece alertas de transação suspeita e o botão de contestação simplificada, e, se sua atividade envolve duplicatas ou cálculo de tributos separadamente do valor da venda, comece a acompanhar de perto as discussões sobre split tributário junto ao seu contador.

Na GL Inteligência Contábil, vamos continuar monitorando essa agenda do Banco Central e trazendo atualizações conforme cada projeto avançar. O importante agora é não se surpreender quando as novas funcionalidades começarem a valer: quem entende o que está por vir sai na frente na hora de ajustar processos financeiros, fiscais e contábeis.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.