Move Brasil Táxi e Aplicativo: financiamento sobe para R$ 200 mil
21/08/2026 12:593 min de leituraAtualizado há 10 dias
Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.
Se você é taxista, motorista de aplicativo ou conhece alguém que atua nesse ramo, uma mudança recente pode interessar. O governo federal aumentou o valor máximo de veículos que podem ser financiados pelo programa Move Brasil Táxi e Aplicativos: de R$ 150 mil, o teto passou para R$ 200 mil. A alteração foi publicada em portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda, e já está valendo.
O que muda na prática
Na prática, quem se cadastra no programa passa a ter acesso a um leque bem maior de carros. Com o teto anterior de R$ 150 mil, o financiamento cobria cerca de 63% dos automóveis vendidos no país. Agora, com o limite em R$ 200 mil, essa cobertura sobe para aproximadamente 88% do mercado nacional, segundo dados de emplacamentos da Fenabrave referentes a 2025. Ou seja, o profissional que antes tinha opções mais restritas agora consegue escolher veículos com mais conforto e recursos, sem sair do programa oficial de crédito.
Outra novidade é a entrada dos modelos híbridos na lista de veículos aceitos. Antes restrito a determinadas configurações, o programa passou a admitir carros que combinam motor elétrico com motor a combustão movido a álcool, gasolina ou os dois. Segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV 2026), esses modelos consomem, em média, 24% menos energia do que veículos equivalentes movidos apenas a combustão. Para quem depende do carro para trabalhar todos os dias, isso pode significar economia relevante em combustível ao longo do tempo.
Quem pode contratar o crédito
O programa não é para qualquer pessoa: ele foi desenhado para atender perfis específicos de trabalhadores do transporte. Motoristas autônomos que atuam por plataformas digitais precisam comprovar cadastro ativo há pelo menos seis meses e ter realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Já quem trabalha com carteira assinada (regime CLT) precisa comprovar ao menos seis meses de vínculo com a mesma empresa. Em ambos os casos, é exigida Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida na categoria A.
Vale lembrar que, embora o texto original também mencione motociclistas (como motofretistas, mototaxistas e ciclistas profissionais), o programa em questão aqui, com o novo teto de R$ 200 mil, é voltado especificamente para táxi e aplicativos de carro. As regras de acesso, no entanto, seguem a mesma lógica de comprovação de tempo de atuação e habilitação.
Um detalhe que pode passar despercebido, mas é importante: o valor das parcelas já inclui o seguro prestamista embutido. Esse seguro garante a quitação do saldo devedor em situações específicas previstas em contrato, o que traz uma camada extra de proteção para quem assume o financiamento.
Como se preparar
Se você é gestor de uma frota, dono de uma cooperativa de táxi ou orienta motoristas parceiros, vale reforçar a comunicação sobre essa mudança. Muitos profissionais podem não saber que agora têm acesso a carros melhores dentro do mesmo programa, ou que os híbridos entraram na lista. A adesão ao Move Brasil Táxi e Aplicativos é feita diretamente pela plataforma oficial do programa, e o primeiro passo é reunir a documentação que comprove tempo de atuação, quantidade de corridas ou entregas e a CNH válida na categoria A.
Para quem já estava no radar do programa mas achava o teto anterior limitado, este é o momento de reavaliar as opções. Um financiamento mais amplo pode significar trocar de veículo com mais qualidade, reduzir custos de combustível com um híbrido e ainda contar com a proteção do seguro embutido nas parcelas. Se você tem dúvidas sobre como esse tipo de crédito impacta o fluxo de caixa do seu negócio ou de profissionais que você orienta, procure a GL Inteligência Contábil para uma análise personalizada da melhor estratégia financeira.
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