LCI, LCA, CRI e CRA vão pagar IOF? Entenda o que o governo diz
29/10/2026 12:443 min de leituraAtualizado há 2 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Fiscal e Obrigações, atualizado a cada mudança de norma.
Se você investe em Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) ou Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), ou se sua empresa usa esses instrumentos para captar recursos, uma notícia recente pode ter chamado sua atenção: a possibilidade de o governo taxar esses títulos com IOF. O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, veio a público negar que isso esteja sendo discutido como medida concreta neste momento.
O que foi dito
Em entrevista coletiva, Leal afirmou que o governo avalia, há algum tempo, formas de tributar esses títulos com o objetivo de reduzir distorções no mercado financeiro e dar mais isonomia entre os diferentes tipos de investimento. Ou seja, a discussão sobre tornar esses papéis menos vantajosos em termos tributários não é nova. Mas o secretário foi claro ao dizer que ainda é preciso estudar qual seria a melhor forma de fazer essa tributação, e que não existe nenhuma proposta concreta em cima da mesa agora.
A fala ganhou força porque veículos de imprensa haviam noticiado que o governo estudava justamente cobrar IOF sobre LCI, LCA, CRI e CRA como forma de reforçar a arrecadação federal. Esse movimento aconteceria depois de uma tentativa anterior, no ano passado, de taxar esses mesmos papéis com Imposto de Renda, proposta que não avançou e foi derrotada.
Por que isso importa para o seu bolso e seu negócio
Esses títulos são hoje isentos de Imposto de Renda para pessoa física, o que os torna atrativos tanto para quem investe quanto para empresas dos setores imobiliário e do agronegócio que dependem deles para captar recursos no mercado. Qualquer mudança na tributação, seja via IOF ou Imposto de Renda, pode afetar diretamente a rentabilidade desses investimentos e o custo de captação para as empresas que emitem esses papéis.
Vale lembrar que o tema não surgiu agora: segundo o próprio secretário do Tesouro, a discussão sobre reduzir distorções e aproximar a tributação entre diferentes instrumentos financeiros já vem sendo debatida internamente há algum tempo. Isso significa que, mesmo sem uma proposta formal hoje, o assunto pode voltar à mesa em outro momento, especialmente diante da necessidade do governo de reforçar a arrecadação.
Como se preparar
Para quem tem recursos aplicados em LCI, LCA, CRI ou CRA, o recado por enquanto é de cautela sem alarde: não há mudança de regra em vigor nem proposta formalizada. Já para empresas que utilizam esses títulos como fonte de captação, vale ficar atento aos próximos desdobramentos, já que qualquer alteração futura na tributação pode impactar o custo e o apetite dos investidores por esses papéis.
De qualquer forma, é importante não tomar decisões precipitadas de investimento ou de planejamento financeiro baseadas apenas em notícias sobre discussões internas do governo. O ideal é acompanhar os desdobramentos oficiais e, diante de qualquer mudança real na legislação, buscar orientação contábil e financeira para entender o impacto específico no seu caso.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.
