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Governo prepara medidas fiscais: o que isso significa para empresas

27/10/2026 12:243 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo já tem medidas fiscais prontas para apresentar, incluindo uma voltada a buscar o centro da meta fiscal. A declaração foi dada em entrevista a jornalistas e serve como um aceno ao mercado financeiro em meio a um momento de instabilidade nos preços de ativos brasileiros. Para você, empresário, esse tipo de sinalização importa porque medidas de ajuste fiscal costumam afetar diretamente tributos, juros e o ambiente de crédito que sustentam as decisões do seu negócio.

O que está em jogo

Durigan explicou que ainda não tratou com o presidente Lula sobre a formação da equipe ministerial, mas destacou que, assim que essa equipe estiver definida, ela vai apresentar as medidas de ajuste fiscal e de busca pela meta. Ele citou como "excelente" o nome do governador do Piauí, Rafael Fonteles, apontado por veículos de imprensa como possível futuro ministro da Fazenda. Na prática, isso indica que o desenho final das medidas ainda depende de decisões políticas que estão em curso, mas o discurso é de continuidade do compromisso com a responsabilidade fiscal.

O ministro também comentou a queda dos ativos brasileiros observada na segunda-feira, um dia após a confirmação da reeleição de Lula. Segundo ele, essa desvalorização "não é de fundamento", ou seja, não reflete um problema real na economia, mas sim uma reação do mercado, que apostava na vitória do senador Flávio Bolsonaro. Durigan afirmou que está em contato com o Banco Central para monitorar esses movimentos e que, nesta terça-feira, o mercado já aparentava maior estabilidade.

Pontos centrais da entrevista
Meta fiscalfoco das medidasGoverno prepara ação voltada a buscar o centro da meta fiscal.
Imposto Seletivoprojeto a caminhoEnvio ao Congresso previsto ainda nesta semana, segundo o ministro.
Tesouro Nacionalpossível intervençãoPode atuar no mercado de títulos públicos, se necessário.

Outro ponto relevante para quem administra uma empresa é a informação de que o governo deve enviar ainda esta semana o projeto de lei que regulamenta o Imposto Seletivo, tributo previsto na reforma tributária sobre o consumo. Esse imposto incide sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, e sua regulamentação é um passo importante para definir como ele vai funcionar na prática, incluindo quais setores e produtos serão alcançados.

O que isso muda para o seu negócio

Se você atua em setores que podem ser impactados pelo Imposto Seletivo, como indústrias de bebidas, cigarros ou produtos com apelo ambiental sensível, vale ficar atento ao conteúdo desse projeto assim que for enviado ao Congresso. A definição de alíquotas e regras de cobrança pode alterar custos e preços praticados. Já para empresas de outros setores, o mais relevante por enquanto é acompanhar o desenrolar das medidas fiscais anunciadas como "prontas", já que elas podem influenciar juros, câmbio e o custo de crédito, elementos que afetam qualquer negócio, independentemente do ramo de atuação.

Vale lembrar que, segundo o ministro, essas medidas ainda dependem de validação do presidente Lula e da formação da nova equipe ministerial antes de serem detalhadas publicamente. Ou seja, ainda não há um texto definitivo ou um cronograma fechado, apenas a sinalização de que o governo está se movimentando para apresentar um pacote de ajuste fiscal.

Como se preparar

Diante desse cenário de ainda incertezas, a recomendação prática é manter o acompanhamento das notícias sobre a composição da equipe econômica e sobre o conteúdo do projeto do Imposto Seletivo. Caso sua empresa atue em setor potencialmente afetado por esse tributo, o ideal é já começar a mapear como uma eventual cobrança adicional pode impactar seus custos e preços. Para os demais negócios, o mais importante é observar o comportamento do mercado financeiro e do crédito nas próximas semanas, já que são esses indicadores que costumam refletir primeiro o efeito prático de qualquer medida fiscal anunciada pelo governo.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.