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Colheita de café 2026/27 no Brasil chega a 97%, mas segue atrasada

31/08/2026 13:573 min de leituraAtualizado há 2 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A colheita de café no Brasil já cobre 97% da safra 2026/27, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado divulgado nesta segunda-feira (31). O número considera os trabalhos até o dia 26 de agosto e representa um avanço de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior. Para quem depende do setor, seja produtor, cooperativa, trading ou empresa que compra ou vende café, esse dado ajuda a entender o ritmo da oferta que vai chegar ao mercado nos próximos meses.

O que os números mostram

Apesar de estar na reta final, a colheita segue atrasada em duas comparações importantes. Na safra 2025/26, os trabalhos já tinham sido concluídos nesta mesma época do ano. E frente à média dos últimos cinco anos, que é de 98% até esse período, o Brasil ainda está um pouco abaixo do esperado. Ou seja, mesmo com o avanço recente, o país está colhendo café em um ritmo mais lento do que o habitual.

Olhando por tipo de café, o cenário é diferente entre as variedades. A colheita de conilon/robusta já foi totalmente concluída. Já o arábica, que é a variedade mais usada em cafés especiais e de maior valor agregado, está em 96% da produção colhida, depois de avançar 5 pontos percentuais só na última semana.

Colheita de café 2026/27 em números
97%da safra total colhidaaté 26 de agosto, segundo a Safras & Mercado.
100%conilon/robustacolheita já finalizada para essa variedade.
96%arábicaavanço de 5 pontos percentuais na última semana.

Por que isso importa para o seu negócio

Se você atua na cadeia do café, seja como produtor, torrador, cafeteria, exportador ou distribuidor, o ritmo da colheita é um sinal direto sobre disponibilidade de matéria-prima e possíveis pressões de preço. Um atraso na colheita, mesmo que pequeno, pode significar que a oferta de café no mercado demora um pouco mais para se normalizar, o que costuma influenciar cotações e negociações comerciais no curto prazo.

Para empresas que compram café como insumo, seja para revenda, industrialização ou uso próprio, acompanhar esses dados ajuda a planejar compras e negociar contratos com mais segurança. Já para quem produz, o atraso pode indicar necessidade de ajustar o cronograma de escoamento e vendas da safra.

Como se preparar

Diante desse cenário, vale ficar atento aos próximos levantamentos para acompanhar se o ritmo da colheita se aproxima da média histórica ou se o atraso se mantém. Empresas que dependem do café como insumo podem usar essa informação para antecipar decisões de compra, evitando surpresas com variação de preços. Já produtores e cooperativas devem monitorar de perto a finalização da colheita do arábica, que ainda está em andamento, para organizar logística de armazenamento e venda.

No fim das contas, o dado divulgado pela Safras & Mercado é mais um termômetro do momento da safra brasileira. Não indica um problema grave, mas serve de alerta para quem trabalha com café: o mercado pode sentir reflexos desse leve atraso, e estar informado é a melhor forma de tomar decisões mais seguras nos próximos meses.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.