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Sustentabilidade em TI: como reduzir custos e cumprir metas ESG

03/08/2026 14:543 min de leituraAtualizado há 30 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você ainda pensa em sustentabilidade como algo restrito ao departamento de meio ambiente, é hora de rever esse conceito. Investidores, clientes e órgãos reguladores estão cobrando cada vez mais práticas ESG (ambientais, sociais e de governança) das empresas, e isso já chegou a uma área que parecia distante do tema: a infraestrutura de tecnologia. Um caso recente ilustra bem essa mudança: uma empresa brasileira de locação de equipamentos de TI construiu, há 17 anos, todo o seu modelo de negócio em torno da economia circular, muito antes de o assunto virar pauta obrigatória nas salas de reunião.

Na prática, isso significa gerenciar o ciclo de vida completo de computadores, servidores e outros equipamentos: da entrega até o recondicionamento, passando pela logística reversa e pelo descarte responsável. O resultado é um modelo em que a empresa contratante não precisa comprar os ativos, evitando imobilizar capital, e ainda conta com manutenção inteligente, feita por meio de software que usa inteligência artificial para monitorar o desempenho dos equipamentos e indicar o momento certo de manutenção ou troca.

O que muda para quem contrata TI

Para o seu negócio, essa lógica representa uma mudança de mentalidade em relação a compras de tecnologia. Em vez de adquirir equipamentos que se depreciam rápido e exigem descarte no futuro, a locação com gestão circular transfere essa responsabilidade para o fornecedor. Isso libera caixa que poderia ficar preso em ativos de baixa liquidez, reduz custos de manutenção não planejada e ainda entrega um diferencial competitivo: a possibilidade de comprovar, com certificação, que os dados dos equipamentos foram eliminados com segurança e que o descarte seguiu critérios ambientais adequados.

Esse ponto merece atenção especial se você lida com informações sensíveis de clientes, fornecedores ou colaboradores. Ao final de um contrato de locação, os equipamentos passam por sanitização certificada de dados antes de retornar ao mercado ou serem destinados a descarte. Isso significa menos risco de vazamento de informações por descuido no descarte de hardware antigo, um problema que muitas empresas só percebem depois que já aconteceu.

Por que isso interessa a quem cuida das finanças da empresa

Do ponto de vista contábil e financeiro, o modelo de locação com gestão circular também simplifica a rotina. Em vez de lançar depreciação de ativos próprios e se preocupar com o momento certo de substituição, a empresa trata o custo de TI como despesa operacional recorrente, o que facilita o planejamento orçamentário e a previsibilidade de caixa. Além disso, relatórios de sustentabilidade e compliance ganham força quando existe documentação formal do destino de cada equipamento, algo cada vez mais exigido em auditorias e em processos de certificação ESG.

Vale destacar que esse tipo de modelo também tem atraído investidores institucionais interessados em negócios com governança sólida e impacto ambiental positivo, como mostra o interesse de fundos ligados a organismos financeiros internacionais em empresas que seguem essa lógica. Isso reforça um sinal importante para o mercado: sustentabilidade bem estruturada não é custo, é fator de valorização do negócio.

Como se preparar

Se você é gestor ou empresário, vale avaliar como sua empresa lida hoje com o ciclo de vida dos equipamentos de TI. Pergunte-se: existe controle sobre a destinação final de computadores e servidores antigos? Há garantia de que dados sensíveis são eliminados com segurança antes do descarte? O modelo atual de compra de equipamentos está travando capital que poderia ser usado em outras frentes do negócio? Essas respostas ajudam a identificar se vale a pena migrar para modelos de locação com gestão circular ou, ao menos, cobrar de fornecedores atuais práticas mais responsáveis.

No fim das contas, sustentabilidade em TI deixou de ser diferencial de marketing para se tornar parte da estratégia de negócio. Empresas que se antecipam a essa exigência, seja adotando modelos de locação circular, seja simplesmente organizando melhor o descarte de equipamentos, tendem a sair na frente em compliance, redução de custos e reputação junto a clientes e investidores cada vez mais atentos a critérios ESG.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.