SUS oferece atendimento psicológico online para mulheres: veja como pedir
25/08/2026 15:303 min de leituraAtualizado há 8 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.
Se você é gestor de uma empresa ou lidera uma equipe, vale conhecer uma novidade do SUS que pode ajudar colaboradoras em situação delicada: o sistema público de saúde passa a oferecer atendimento psicológico por videochamada para mulheres em situação de violência e para mães atípicas, aquelas que cuidam de filhos com deficiência, neurodivergência ou doenças raras. São até 100 mil consultas disponíveis por mês em todo o país, de forma totalmente gratuita.
Quem pode usar o serviço
O atendimento é voltado a mulheres com 18 anos ou mais que enfrentam violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Também podem usar o serviço mulheres que carregam uma rotina intensa de cuidado não remunerado, como mães, filhas ou responsáveis por pessoas com deficiência, familiares neurodivergentes ou com doenças raras. Não é preciso apresentar nenhum documento que comprove a situação, nem passar por encaminhamento de outro posto de saúde antes de solicitar o atendimento.
Para empresas, esse é um dado relevante: muitas colaboradoras podem estar nessa situação sem que o ambiente de trabalho saiba. Ter conhecimento desse canal gratuito de apoio psicológico pode ser útil para orientar equipes de recursos humanos ou para divulgar internamente como um benefício indireto, sem custo para o negócio.
Como funciona o acesso
O serviço é acessado pelo aplicativo Acolhe Mais, disponível na página inicial do Meu SUS Digital ou pelo site oficial. O login é feito com a senha da plataforma Gov.br, a mesma usada em diversos serviços públicos digitais. A mulher interessada preenche um formulário online e responde a perguntas de um acolhimento inicial. Depois disso, uma equipe de profissionais avalia as informações e retorna em até 24 horas com a confirmação da consulta, orientações e o link para a videochamada.
As sessões duram no mínimo 50 minutos e os atendimentos acontecem de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h, sempre no horário de Brasília. A ideia é que cada mulher seja acompanhada pela mesma psicóloga ao longo de todo o processo, o que ajuda a criar um vínculo de confiança. O programa prevê ciclos de até 10 sessões, com renovação possível quando houver necessidade de continuidade.
A iniciativa faz parte da ação Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS. É importante lembrar que esse teleatendimento não substitui o socorro em casos de risco imediato: se houver perigo iminente ou violência em andamento, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190 ou o Samu pelo 192. A Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, também funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo feriados.
Para o empresário, o recado prático é simples: trata-se de um serviço público gratuito que pode ser um recurso valioso para orientar funcionárias, familiares de colaboradores ou até para incluir em canais de comunicação interna sobre saúde mental e apoio social. Divulgar esse tipo de informação não gera custo e pode fazer diferença real na vida de quem precisa.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.
