Sony e Warner processam a Anthropic por uso de músicas em IA
31/08/2026 15:133 min de leituraAtualizado há 2 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
As divisões editoriais da Sony Music e da Warner Music entraram com uma ação judicial contra a Anthropic, empresa responsável pelo modelo de inteligência artificial Claude, em um tribunal federal da Califórnia, nos Estados Unidos. A acusação é de que a empresa de tecnologia usou, sem autorização, letras de músicas e partituras protegidas por direitos autorais de artistas como Beatles, Taylor Swift e Michael Jackson para treinar seu sistema de IA.
O caso se soma a uma sequência crescente de disputas judiciais entre empresas de tecnologia e detentores de direitos autorais, que incluem escritores, editoras, gravadoras e veículos de comunicação. Para você que atua com marcas, conteúdo, música ou qualquer tipo de propriedade intelectual, esse tipo de processo mostra que o uso de material protegido para treinar ferramentas de IA está sendo cada vez mais questionado na Justiça, e pode gerar precedentes importantes para todo o mercado.
O que está sendo acusado
Segundo a ação, a Anthropic teria obtido as letras e partituras de forma irregular, por meio de downloads via torrent, para alimentar o treinamento do Claude. As editoras afirmam ainda que o sistema é capaz de reproduzir trechos protegidos "literalmente" quando solicitado, e que também foi usado para gerar novas letras por IA que concorreriam diretamente com as obras originais no mercado.
Sony e Warner classificaram a conduta da empresa como uma estratégia deliberada, argumentando que a Anthropic trata eventuais indenizações apenas como um custo do negócio, sem que isso mude a forma como constrói seus produtos. Na ação, as gravadoras destacam que o modelo de negócio da empresa segue apoiado no uso de conteúdo protegido, mesmo após pagamentos anteriores relacionados a outras disputas.
Um caso que não é isolado
Esse não é o primeiro processo enfrentado pela Anthropic por esse tipo de alegação. A Universal Music Group já move uma ação semelhante contra a empresa desde 2023, ainda em andamento, também relacionada ao uso de letras de músicas no treinamento de IA. Além disso, a Anthropic foi a primeira empresa do setor a fechar um acordo bilionário em uma disputa desse tipo, pagando US$ 1,5 bilhão no ano passado para encerrar uma ação coletiva movida por um grupo de autores.
Para a Sony e a Warner, esse valor não foi suficiente para desestimular a prática, especialmente diante do tamanho atual da empresa, avaliada em cifras bilionárias no mercado de tecnologia. As editoras agora buscam uma indenização que pode chegar a US$ 150 mil por cada direito autoral supostamente violado, além de uma decisão judicial que proíba a Anthropic de continuar usando esse material sem autorização.
Por que isso importa para o seu negócio
Mesmo que sua empresa não atue diretamente com música ou tecnologia, esse tipo de disputa sinaliza uma tendência: o uso de conteúdo protegido por direitos autorais para treinar ferramentas de inteligência artificial está sob escrutínio jurídico crescente. Empresas que usam ou desenvolvem soluções de IA, seja para criar textos, imagens, músicas ou outros conteúdos, precisam ficar atentas à origem dos dados utilizados nesses sistemas, já que o risco de questionamento judicial é real e pode envolver valores altos.
Até o momento, nem a Anthropic, nem a Sony Music, nem a Warner Music se manifestaram publicamente sobre o processo. O desfecho do caso deve ser acompanhado de perto por empresas de diferentes setores, já que pode ajudar a definir limites mais claros sobre o uso de conteúdo protegido no desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial no futuro.
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