Sistema fora do ar: quanto sua empresa perde por minuto e como evitar
04/08/2026 15:423 min de leituraAtualizado há 29 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de E-commerce e Marketplace, atualizado a cada mudança de norma.
Quando um sistema crítico sai do ar, quem sente o impacto primeiro não é o time de tecnologia, é o financeiro. Vendas param, atendimentos travam, prazos contratuais estouram e a confiança do cliente é abalada. Por isso, a disponibilidade de aplicações, sites e serviços em nuvem deixou de ser um detalhe técnico e passou a ser tratada como decisão estratégica em empresas de todos os portes e setores.
Esse é o pano de fundo que explica o crescimento de um mercado específico no Brasil: o de proteção contra ataques de negação de serviço, conhecidos como DDoS, que sobrecarregam servidores e derrubam operações online. Um exemplo nacional desse movimento é a Huge Networks, empresa brasileira de cibersegurança e infraestrutura de internet fundada em 2014, que hoje protege mais de mil empresas, entre operadoras de telecomunicações, instituições financeiras, fintechs, plataformas de e-commerce e órgãos públicos.
Por que a origem da tecnologia importa
A maior parte do mercado de proteção digital revende soluções desenvolvidas fora do país. A Huge Networks segue caminho diferente: constrói e opera sua própria infraestrutura, com pontos de presença em três continentes, incluindo São Paulo, Miami, Los Angeles e Frankfurt. A rede da empresa ultrapassa 22 Tbps de capacidade e consegue detectar ataques em menos de cinco segundos, com a defesa acontecendo dentro do Brasil.
Na prática, isso significa resposta mais rápida, dados que não saem do país e suporte técnico em português disponível 24 horas por dia. Para quem depende de sistemas online para vender, atender ou emitir documentos, essa combinação reduz o tempo de exposição a um ataque e evita a dor de cabeça de negociar suporte em outro idioma e fuso horário durante uma crise. A empresa garante em contrato um SLA de disponibilidade de 99,99%, índice que serve como parâmetro de comparação para negociações desse tipo de serviço.
“Passamos dez anos provando que a engenharia brasileira protege a internet do país no mesmo nível dos maiores players globais”, afirma Erick Nascimento, CEO e sócio-fundador da Huge Networks. Segundo ele, o objetivo agora é levar essa tecnologia para empresas que não podem correr o risco de parar, com a vantagem de proximidade, idioma e latência que um fornecedor distante dificilmente entrega.
Reconhecimento e expansão
O trabalho vem sendo validado por avaliações independentes. No estudo ISG Provider Lens Cybersecurity 2026, a Huge Networks foi destacada pela verticalização tecnológica e pela capilaridade de rede, características que poucos provedores sustentam quando desenvolvem a própria infraestrutura internamente. De acordo com o bgp.tools, levantamento de julho de 2026, a rede da empresa está entre as dez mais conectadas do Brasil e entre as cem mais relevantes do mundo.
A companhia segue em expansão: além de novos pontos de presença, entra agora no mercado de nuvem com uma plataforma desenvolvida integralmente no Brasil, direcionando cerca de 60% dos investimentos recentes para pesquisa e desenvolvimento. Internamente, o esforço em atrair e reter talentos técnicos, disputados em um mercado global, rendeu cinco certificações Great Place to Work.
O que isso significa para o seu negócio
Se a sua empresa depende de sistemas online, seja para vender, faturar, atender clientes ou processar dados, vale colocar a disponibilidade dessas ferramentas na mesma régua de importância que o fluxo de caixa. Antes de fechar contrato com qualquer fornecedor de infraestrutura ou proteção digital, pergunte sobre SLA garantido em contrato, tempo de resposta a incidentes, localização dos dados e suporte disponível no seu idioma. Esses pontos, hoje tratados como técnicos, têm efeito direto na continuidade da operação e, portanto, no resultado do negócio.
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