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Saúde mental de jovens: como funciona o novo canal do SUS Digital

02/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 31 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O Ministério da Saúde integrou ao aplicativo Meu SUS Digital uma ferramenta chamada Pode Falar, voltada ao acolhimento e à orientação em saúde mental de adolescentes e jovens adultos, de 13 a 24 anos. O serviço já existia, mas agora fica disponível diretamente dentro do app oficial do SUS, disponível para download na App Store e no Google Play. Para você, gestor, essa é uma informação prática: trata-se de um canal gratuito, público e de fácil acesso que pode ser divulgado entre estagiários, aprendizes e colaboradores jovens como parte de uma cultura de cuidado dentro da empresa.

Segundo o ministério, o serviço realiza hoje uma média de 1,1 mil atendimentos por mês. Com a entrada no Meu SUS Digital, a expectativa é chegar a cerca de 11 mil atendimentos mensais, um salto expressivo que mostra o potencial de alcance da ferramenta quando ela fica mais visível e acessível.

Como funciona na prática

O acesso é simples: dentro do aplicativo Meu SUS Digital, o usuário seleciona a opção Pode Falar na área de miniaplicativos e é direcionado ao serviço. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h, e pode ser feito de forma anônima, caso a pessoa prefira não se identificar. Isso reduz uma barreira comum entre jovens que sentem receio ou vergonha de procurar ajuda presencial.

O primeiro contato acontece por meio de um chatbot, que também disponibiliza conteúdos simples sobre saúde mental, ajudando o usuário a entender melhor o que está sentindo. Quando necessário, ou por vontade do próprio usuário, a conversa é encaminhada para um atendimento humano. Uma ferramenta de inteligência artificial analisa as mensagens de quem está na fila de espera e, ao identificar sinais de risco elevado, gera um alerta para que a equipe priorize esses casos.

Quem realiza o atendimento

Os teleatendimentos são feitos por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação, sempre sob supervisão de professores. Eles passam por formação contínua e seguem protocolos específicos para cada tipo de situação relatada. O projeto nasceu de uma parceria entre o ministério e o Unicef, com o objetivo de reforçar o cuidado em saúde mental dentro do SUS.

O próprio ministério faz um alerta importante: quando o sofrimento psíquico é persistente e passa a atrapalhar a rotina, os estudos, o trabalho ou os relacionamentos, ou em casos de crise, o caminho é buscar atendimento presencial. Nessas situações, o SUS organiza o cuidado a partir da atenção primária, nas Unidades Básicas de Saúde, encaminhando o paciente para atendimento especializado sempre que necessário.

Para o seu negócio, vale o registro: se você tem jovens no quadro de funcionários, seja em programas de estágio, aprendizagem ou primeiro emprego, divulgar essa ferramenta pode ser uma forma simples e sem custo de reforçar o cuidado com a saúde mental da equipe. Incluir a informação em comunicados internos, murais ou grupos de RH é uma ação rápida de implementar e que pode fazer diferença real para quem precisa de apoio, mas ainda não sabe por onde começar.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.