Safra de soja 2026/27 deve bater recorde no Brasil; entenda o impacto
03/11/2026 12:583 min de leituraAtualizado há 1 hora
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Se você atua no agronegócio ou depende dele, há boas notícias no horizonte. A consultoria StoneX elevou sua estimativa para a safra brasileira de soja 2026/27 para 184,95 milhões de toneladas, um recorde histórico. O número representa alta de 0,9% em relação à previsão anterior e um crescimento de 1,3% sobre a safra passada, caso se confirme.
O principal motor dessa revisão é o Mato Grosso, maior Estado produtor do país. Lá, o plantio avançou em ritmo acelerado e o clima tem sido favorável nos primeiros estágios de desenvolvimento das plantas, o que melhora as perspectivas de produtividade. A StoneX também elevou as projeções de produção para Pará, Maranhão e Piauí, embora alerte que esses Estados pedem atenção redobrada neste ano, já que o El Niño tende a aumentar o risco climático para as lavouras.
O que muda na prática
Para quem produz, comercializa ou presta serviços ligados à soja, uma safra recorde significa maior volume disponível tanto para o mercado interno quanto para exportação. A StoneX elevou a estimativa de exportações de soja para 115,5 milhões de toneladas, 500 mil toneladas a mais que a previsão de outubro, superando o recorde do ciclo anterior, que foi de 113 milhões de toneladas.
Mas nem tudo é certeza. A consultoria aponta dúvidas sobre o ritmo de crescimento da demanda chinesa pela soja brasileira, já que a China tem ampliado as compras do produto americano por razões políticas. Isso é relevante para quem vende para o exterior: um volume maior de produção só se traduz em bons resultados se houver demanda à altura.
Reflexo no milho e no algodão
O bom andamento do plantio de soja tem efeito direto sobre outras culturas. Em Mato Grosso, líder também na produção de algodão e milho, o avanço da semeadura da soja melhora as chances de essas culturas de segunda safra serem plantadas na janela ideal. A StoneX estimou em 113,53 milhões de toneladas a segunda safra de milho, crescimento anual de 2,3%, impulsionado pela expectativa de aumento de área plantada e pela melhora recente nos preços de alguns insumos.
Somando as duas safras, o milho brasileiro tem potencial para atingir cerca de 146 milhões de toneladas, novo recorde frente aos 141,4 milhões do ciclo anterior. A expectativa inclui recuperação em Estados como Bahia e Goiás, que enfrentaram problemas climáticos em 2026. As exportações de milho também devem crescer, para 42 milhões de toneladas, 2 milhões a mais que no ciclo passado.
Já o algodão deve ter leve recuo na safra nacional, de 2,5% em relação a 2025/26, mas a produtividade melhor na Bahia e em Mato Grosso levou a StoneX a revisar para cima a estimativa de produção, para 4 milhões de toneladas de pluma. As exportações de algodão, no entanto, devem cair 200 mil toneladas no comparativo anual, para 3,2 milhões de toneladas, mesmo com a revisão para cima feita em relação à previsão anterior.
Para empresários e gestores ligados ao agronegócio, o cenário reforça a importância de acompanhar de perto tanto as condições climáticas quanto os movimentos de demanda internacional, especialmente da China. Volumes recordes de produção são positivos, mas o resultado financeiro depende também de preços e de mercados compradores estáveis. Manter a gestão contábil e financeira organizada ajuda a aproveitar melhor os momentos de alta produtividade e a se preparar para eventuais oscilações no mercado externo.
Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.
