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Robôs com IA avançam na China: o que isso significa para empresas

20/08/2026 14:253 min de leituraAtualizado há 13 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A indústria chinesa de robôs humanoides vive um momento de forte expectativa e também de cautela. O presidente-executivo da Unitree, uma das principais fabricantes de robôs do país, afirmou que o setor caminha para um salto tecnológico comparável ao que o ChatGPT provocou na inteligência artificial, mas fez questão de dizer que esse avanço ainda não chegou e pode levar anos para se concretizar. Para você que é empresário ou gestor, o assunto interessa porque sinaliza em que ritmo a automação com robôs pode passar a fazer sentido para negócios reais, e não apenas para demonstrações chamativas.

O que muda

Hoje, os robôs humanoides ainda dependem de treinamento específico para cada tarefa e enfrentam dificuldades para operar em ambientes desconhecidos. O que se espera para o futuro é que eles consigam entender comandos simples de voz ou texto e executar a maior parte das tarefas sozinhos, mesmo em locais novos. Segundo o CEO da Unitree, esse seria o verdadeiro ponto de virada para a indústria, o momento em que a robótica passaria a crescer de forma explosiva, assim como aconteceu com a inteligência artificial depois do lançamento do ChatGPT.

Apesar do otimismo, a própria empresa reconhece que ainda existe um gargalo importante: os modelos de inteligência artificial que comandam as decisões e interações dos robôs ainda não são bons o suficiente para permitir um uso em larga escala. Por isso, mesmo fabricantes otimistas falam em prazos que variam de poucos anos a mais de uma década para que essa tecnologia amadureça de verdade.

Quem é afetado

O tema tem relação direta com setores que dependem de mão de obra repetitiva, perigosa ou de baixo valor agregado, como indústria, logística e armazéns. A aposta da China é que os robôs humanoides possam, no futuro, ajudar a compensar a redução da força de trabalho causada pelo envelhecimento da população. Ainda assim, o material mostra que, na prática, esses robôs continuam sendo menos eficientes do que trabalhadores humanos na maioria das aplicações atuais, e que a maior parte dos clientes hoje são universidades e centros de pesquisa, não empresas comuns.

Panorama do setor de robôs humanoides
97%das remessas globaisvêm da China, segundo entidade do setor.
+40 milrobôs entreguesapenas no primeiro semestre deste ano.
2028previsão otimistapara o chamado "momento ChatGPT" da robótica, segundo outra startup do setor.

Prazos

Não há uma data fechada para esse avanço. O CEO da Unitree falou em um cenário otimista de dois a três anos, podendo chegar a até dez anos no cenário mais conservador. Já o fundador de outra startup chinesa de robótica projeta que esse salto tecnológico pode acontecer até 2028, quando os robôs conseguiriam realizar entre 70% e 80% das tarefas do dia a dia sem precisar de treinamento especializado. Ou seja, trata-se de uma tendência em construção, não de algo que já está disponível para uso comercial amplo.

Como se preparar

Para empresários que acompanham tendências de automação, o momento ainda é de observação, não de urgência. Vale entender que a robótica humanoide segue em fase de testes e pesquisa, especialmente em ambientes controlados, e que sua chegada ao chão de fábrica em escala real depende de avanços que ainda não aconteceram. Também é importante ficar atento ao contexto internacional: os robôs humanoides já se tornaram alvo de disputa comercial entre China e Estados Unidos, o que pode influenciar preços, disponibilidade e prazos de importação dessas tecnologias no futuro.

Na prática, o recado para o setor produtivo é que a automação avançada com robôs humanoides ainda não é uma solução pronta para substituir processos hoje, mas é uma tendência que merece acompanhamento, principalmente por parte de empresas que dependem de mão de obra em tarefas repetitivas ou de risco. Ficar de olho nesse movimento pode ajudar a antecipar decisões de investimento em automação nos próximos anos.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.