Pular para o conteúdo
VoltarReforma tributária

Reforma Tributária: por que sua empresa vai precisar de mais tecnologia

27/08/2026 15:274 min de leituraAtualizado há 6 dias

Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

A Reforma Tributária não vai mexer só na forma como sua empresa calcula e paga impostos. Ela vai impactar preços, margens, custos, fluxo de caixa e até decisões estratégicas do negócio. Com a chegada da CBS e do IBS, especialistas alertam que a adaptação precisa ir muito além do setor fiscal e contábil, envolvendo também financeiro, comercial, controladoria e planejamento. E, nesse processo, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta operacional para se tornar peça central na tomada de decisão.

Por que cada empresa vai sentir de um jeito diferente

Segundo Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, o maior desafio não será apenas descobrir qual será a carga tributária final, mas entender como a nova tributação vai afetar o resultado de cada negócio especificamente. Duas empresas do mesmo setor podem ter impactos bem diferentes, dependendo da estrutura de custos, do aproveitamento de créditos tributários e do perfil de clientes. Não existe resposta pronta: cada empresa vai precisar simular seus próprios cenários para saber o que a reforma representa na prática.

Essa realidade também muda o papel do contador dentro das empresas. Ele deixa de atuar só no cumprimento de obrigações fiscais e passa a participar das decisões estratégicas, ajudando o empresário a entender impactos financeiros, avaliar riscos e escolher os melhores caminhos antes que as mudanças aconteçam.

O que muda na prática com o apoio da tecnologia

Os sistemas fiscais e ERPs vão precisar de atualizações constantes para incorporar novos campos, regras de cálculo e exigências ligadas ao IBS e à CBS. Isso é só o começo: mais importante do que atualizar sistemas será contar com ferramentas capazes de simular cenários, já que formação de preços, aproveitamento de créditos, margens e competitividade vão variar conforme o setor e o modelo de negócio de cada empresa. Simular deixa de ser algo pontual e passa a fazer parte da rotina de planejamento.

Outro ponto é a necessidade de transformar dados em informação estratégica. Segundo Gabriel Capano, CEO da HubCount, empresa de inovação contábil, a reforma exige muito mais do que atualizar sistemas fiscais: exige inteligência para comparar cenários e tomar decisões com rapidez e precisão. Depender só de planilhas e controles manuais tende a ficar cada vez mais limitado diante do volume de informações necessárias.

Seis frentes em que a tecnologia vai ajudar
01
Atualizar sistemas

ERPs e softwares fiscais precisam incorporar as novas regras do IBS e da CBS.

02
Simular cenários

Comparar o modelo atual com diferentes cenários da nova tributação vira rotina.

03
Transformar dados em estratégia

Consolidar informações contábeis, fiscais e financeiras para decisões confiáveis.

04
Reavaliar preços e margens com agilidade

Cruzar dados para entender rápido o efeito da reforma sobre custos e resultados.

05
Unir tecnologia e contabilidade consultiva

Com dados organizados, o contador dedica mais tempo à análise e orientação.

06
Integrar as áreas da empresa

Financeiro, comercial e planejamento precisam trabalhar com dados atualizados e em conjunto.

O papel da contabilidade nesse novo cenário

Para Gabriel Capano, a tecnologia organiza os dados, mas é o contador quem transforma essas informações em estratégia para o cliente. Essa combinação, segundo ele, deve se tornar um dos maiores diferenciais competitivos da profissão nos próximos anos. Ou seja: a tecnologia não substitui o contador, mas cria condições para que o conhecimento técnico seja usado de forma mais estratégica, principalmente na avaliação de riscos e na orientação sobre decisões do negócio.

Richard Domingos reforça que essa visão integrada será essencial para reduzir riscos e aproveitar oportunidades durante a transição. Segundo ele, a reforma exige que as decisões sejam tomadas com base em informações consistentes e atualizadas, e quanto maior a integração entre tecnologia, dados e conhecimento técnico, maior será a capacidade das empresas de atravessar esse período com segurança.

Como sua empresa pode se preparar

Na prática, isso significa que você não deve esperar a regulamentação terminar para agir. Vale já mapear como sua empresa usa sistemas, dados e relatórios hoje, e identificar onde há lacunas que podem dificultar simulações e análises mais rápidas no futuro. Ferramentas de Business Intelligence, integração de dados e simuladores tributários tendem a ganhar espaço como apoio à gestão ao longo da transição, que vai até 2033.

O recado dos especialistas é claro: quanto maior for a capacidade da sua empresa de transformar dados tributários em informação estratégica, maior será a segurança para ajustar preços, custos e margens conforme a reforma avança. Buscar apoio contábil qualificado e investir em tecnologia adequada deixou de ser opcional, tornando-se parte da estratégia de sobrevivência e competitividade no novo modelo tributário.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.