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Reforma tributária e investimentos: como pagar menos imposto em 2025

07/08/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 27 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Se você tem o hábito de escolher investimentos pensando apenas em qual paga menos imposto, é hora de rever essa lógica. Um conjunto de mudanças recentes na legislação tributária brasileira tornou essa estratégia isolada insuficiente. Hoje, especialistas em direito tributário defendem que a eficiência fiscal depende de uma visão completa sobre como o patrimônio está organizado, e não mais da escolha pontual de um produto financeiro.

Três mudanças estão no centro dessa transformação: a lei que alterou a tributação de investimentos no exterior e estruturas offshore, a lei que criou um imposto mínimo para pessoas físicas de alta renda e passou a tributar dividendos, e a reforma tributária do consumo, que também trouxe reflexos sobre sucessão patrimonial e o imposto estadual sobre heranças e doações. Juntas, essas normas afetam diretamente quem tem empresa, imóveis, aplicações financeiras ou planeja transferir patrimônio para a próxima geração.

O que muda nas regras

A partir de 2026, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil ficam isentos de Imposto de Renda, e quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350 tem redução progressiva da carga tributária. Em contrapartida, quem está no topo da pirâmide de renda passa a pagar mais. Dividendos mensais acima de R$ 50 mil pagos por uma mesma empresa sofrem retenção de 10% na fonte, e, uma vez ultrapassado esse teto, o imposto incide sobre todo o valor distribuído no mês, não apenas sobre o que excede o limite. Essa retenção funciona como antecipação do imposto devido e gera crédito a ser usado na declaração anual.

Além disso, rendimentos anuais acima de R$ 600 mil entram em um regime de tributação mínima, criado justamente para evitar que o uso de deduções e benefícios fiscais resulte em alíquotas efetivas muito abaixo da nominal para quem ganha mais. É uma mudança relevante porque os dividendos eram isentos de Imposto de Renda desde 1996 e funcionavam como peça central do planejamento de empresários e investidores.

SituaçãoRegra a partir de 2026
Renda mensal até R$ 5 milIsenção total de Imposto de Renda
Renda mensal entre R$ 5 mil e R$ 7.350Redução progressiva da carga tributária
Dividendos mensais acima de R$ 50 mil (mesma empresa)Retenção de 10% na fonte sobre o total distribuído
Rendimentos anuais acima de R$ 600 milSujeitos a regime de tributação mínima

Quem sente o impacto no dia a dia

Empresários com holdings patrimoniais ou imobiliárias precisam reavaliar se essa estrutura ainda é a mais vantajosa. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem original, criar uma holding não garante economia tributária automática: em alguns casos ela continua sendo a melhor opção, em outros manter o ativo na pessoa física traz resultado melhor. Essa decisão depende de fatores como a forma de exploração dos imóveis, planos de venda futura, planejamento sucessório e o fluxo de receitas envolvido.

Quem tem investimentos no exterior também precisa de atenção redobrada. Estruturas montadas antes das mudanças na lei passam a operar sob uma lógica tributária diferente, o que não significa que deixaram de fazer sentido, mas exige reavaliação técnica. Já produtos incentivados como LCI, LCA, CRI e CRA continuam isentos de Imposto de Renda para pessoa física, mas o benefício não pode ser analisado isoladamente: é preciso considerar o efeito desses rendimentos sobre a renda total do investidor e sobre o novo regime de tributação mínima. Previdência privada e seguro de vida seguem como instrumentos relevantes, especialmente para sucessão patrimonial e liquidez para herdeiros.

Como se preparar

O recado dos especialistas é claro: decisões de investimento não devem ser tomadas com base apenas na economia de imposto, nem em notícias soltas ou experiências de terceiros. O ativo precisa fazer sentido do ponto de vista econômico primeiro, considerando liquidez, risco, prazo e retorno esperado, para depois entrar a análise tributária como fator complementar. Com a frequência das mudanças na legislação, revisar a estratégia patrimonial periodicamente deixou de ser opcional.

Se você é empresário ou gestor e tem patrimônio distribuído entre empresa, imóveis, aplicações e planos de sucessão, este é o momento de sentar com seu contador e revisar toda a estrutura de forma integrada, não apenas produto por produto. A GL Inteligência Contábil pode ajudar a mapear os pontos de atenção da sua situação específica e ajustar o planejamento antes que as novas regras de tributação de dividendos e imposto mínimo comecem a valer.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.