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Reforma Tributária: como preparar sua PME antes do prazo de setembro

06/08/2026 16:003 min de leituraAtualizado há 27 dias

Vale para: Simples Nacional

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Um levantamento recente revela um dado que deveria acender um alerta em muitos escritórios e empresas: 48% das pequenas e médias empresas brasileiras ainda não tomaram nenhuma providência para se ajustar à Reforma Tributária, mesmo com uma etapa decisiva do processo marcada para setembro. Se você é dono de negócio e ainda não colocou esse assunto na agenda, este é o momento de fazer isso, antes que o prazo vire urgência.

Em setembro, as empresas optantes pelo Simples Nacional precisarão manifestar formalmente como pretendem tratar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) durante o período de transição da reforma. Não se trata apenas de uma formalidade burocrática: essa decisão vai influenciar diretamente como sua empresa emite notas, calcula tributos e organiza seus sistemas internos daqui para frente.

O que muda para o seu negócio

A pesquisa mostra que apenas 52% das PMEs já deram algum passo em direção à adaptação, seja buscando informações, conversando com o contador, atualizando sistemas de gestão ou avaliando o impacto financeiro das mudanças. O restante ainda trata o tema como algo distante, uma percepção que pode se tornar um problema real quando as novas obrigações passarem a fazer parte do dia a dia da empresa.

É importante entender que a Reforma Tributária não afeta apenas a área fiscal. As mudanças devem repercutir em setores como financeiro, comercial, compras, precificação e até na gestão de contratos com fornecedores e clientes. Isso significa que a adaptação exige diálogo entre diferentes áreas da empresa, e não apenas uma atualização pontual no setor contábil.

Por que setembro é um mês decisivo

Além da definição sobre o tratamento do IBS e da CBS, setembro deve concentrar ajustes em documentos fiscais, nos sistemas de emissão de notas eletrônicas e nas parametrizações necessárias para atender às novas regras. Quanto mais próxima a data, maior a pressão sobre quem ainda não começou o processo de adequação.

Deixar tudo para a última hora aumenta consideravelmente o risco de erros operacionais, retrabalho e falhas no cumprimento de obrigações acessórias durante a fase de transição. Para uma pequena ou média empresa, esse tipo de problema pode significar desde multas até dificuldades para emitir notas fiscais corretamente, o que impacta vendas e relacionamento com clientes.

Como se preparar a partir de agora

A recomendação prática é simples: use os próximos meses para revisar processos internos, atualizar os sistemas de gestão utilizados pela empresa e capacitar a equipe responsável pelas rotinas fiscais e tributárias. Isso vale tanto para negócios que já têm alguma estrutura interna quanto para aqueles que dependem totalmente do apoio de um contador.

Vale lembrar que a implementação completa do novo sistema tributário será gradual, mas as decisões tomadas ainda agora terão peso direto na segurança da transição nos próximos anos. Antecipar-se não é apenas uma questão de cumprir prazos, é uma forma de proteger o caixa e a operação da empresa diante de um cenário de mudanças que ainda vai se estender por um bom tempo.

Se a sua empresa ainda não iniciou esse processo, o próximo passo é conversar com seu contador o quanto antes para entender qual será o enquadramento mais adequado diante do IBS e da CBS, e começar a mapear quais sistemas e processos internos precisarão de ajustes antes que setembro chegue.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.