Reforma tributária: como escritórios contábeis podem se preparar agora
20/07/2026 07:124 min de leituraAtualizado há 44 dias
Fonte: Contadores CNT · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.
A reforma tributária ainda não entrou em vigor em suas principais mudanças, mas já mexe com a rotina de empresas e escritórios de contabilidade. Uma sondagem realizada pela Omie em parceria com Fenacon, Sescon-SP, Sescon-MG, Sescon-RS e o Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRCMG) ouviu 633 empresários contábeis e revelou um dado importante para quem gerencia um negócio: 68% dos contadores já foram procurados por clientes com dúvidas sobre os impactos da reforma. Ao mesmo tempo, 56% dos profissionais admitem que ainda estão apenas se atualizando sobre o tema, sem ter estruturado um plano concreto de atuação.
Para você, empresário, esse cenário merece atenção. Se o seu contador ainda está em fase de estudo e não tem uma estratégia clara para conduzir sua empresa durante a transição, é hora de conversar abertamente sobre isso. Quanto mais cedo o processo de adaptação começar, menor a chance de sua empresa ser pega de surpresa quando as novas regras passarem a valer de forma mais intensa.
O que muda na prática para o seu negócio
Com a chegada do IBS e da CBS, os dois novos tributos que substituirão parte do sistema atual, empresas de todos os portes precisarão rever pontos sensíveis da operação. Segundo o levantamento, os empresários têm buscado os escritórios contábeis principalmente para entender como as mudanças afetam a emissão de documentos fiscais, a formação de preços, o enquadramento tributário e a gestão financeira do negócio. Ou seja, não se trata apenas de uma questão contábil abstrata: ela chega direto no caixa, na precificação dos produtos e serviços, e na forma como a empresa se relaciona com o Fisco no dia a dia.
A pesquisa também aponta que a reforma deve ampliar o papel consultivo do contador. Isso significa que, além de cuidar das obrigações fiscais tradicionais, os escritórios serão chamados a ajudar em decisões estratégicas: revisão de cadastros fiscais, classificação tributária de produtos, ajustes em sistemas de gestão, escolha do regime tributário mais vantajoso, formação de preços e planejamento financeiro. Para o empresário, isso representa uma oportunidade de contar com mais apoio na tomada de decisão, mas também exige disposição para dialogar com mais frequência com o escritório de contabilidade.
Quem sente o impacto primeiro
Embora a reforma afete empresas de todos os setores e portes, o estudo mostra que a procura por orientação já é generalizada entre os clientes dos escritórios contábeis. Isso indica que negócios de diferentes tamanhos, de pequenas empresas a operações mais estruturadas, já sentem a necessidade de entender como se posicionar diante das mudanças. A tecnologia aparece como uma aliada nesse processo: a pesquisa buscou mapear como os escritórios enxergam o uso de sistemas de gestão para enfrentar a transição, o que reforça a tendência de que a digitalização vai ganhar ainda mais espaço na rotina contábil e, por consequência, na rotina das empresas atendidas.
Como se preparar antes que a pressão aumente
Com o cronograma de implementação da reforma já em andamento, especialistas recomendam que a preparação comece o quanto antes, tanto por parte dos escritórios quanto das empresas. Entre as frentes de trabalho apontadas estão o mapeamento dos impactos específicos para cada negócio, a atualização constante sobre a nova legislação, a adequação dos sistemas usados para emissão de documentos fiscais e o desenvolvimento de serviços de consultoria voltados especificamente para a reforma. Para você, isso se traduz em uma recomendação prática: pergunte ao seu contador se ele já mapeou como a reforma afeta especificamente a sua empresa, e não apenas o cenário geral do mercado.
A expectativa, segundo o estudo, é que a busca por orientação especializada continue crescendo à medida que novas etapas da reforma entrem em vigor. Isso significa que o volume de dúvidas e ajustes tende a se intensificar, e não a diminuir, nos próximos períodos. Empresas que já iniciarem esse diálogo com antecedência tendem a enfrentar a transição com menos sobressaltos, evitando decisões de última hora sobre preços, sistemas ou enquadramento tributário.
Na GL Inteligência Contábil, acompanhamos de perto cada etapa da reforma tributária justamente para que você não precise se preocupar sozinho com esses detalhes. Manter um canal aberto com o seu contador, entender os prazos que já estão em curso e revisar processos internos são passos simples que podem fazer grande diferença quando as mudanças chegarem com força total ao seu setor.
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