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Reforma Tributária: alíquota de IBS e CBS pode chegar a 28% até 2033

07/08/2026 11:303 min de leituraAtualizado há 24 dias

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Uma nova projeção do Comitê Gestor do IBS (CGIBS) acendeu o alerta sobre o custo da Reforma Tributária para empresas e consumidores. Segundo o documento, a alíquota-padrão conjunta do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pode chegar a aproximadamente 28% quando o novo modelo estiver totalmente implementado, em 2033. É um número relevante para quem planeja preços, margens e investimentos no médio prazo, mesmo que a reforma ainda esteja em fase inicial.

A estimativa mais recente usada pelo CGIBS trabalha com uma alíquota conjunta de 27,91%. Vale destacar que esse percentual é uma referência, a chamada alíquota-padrão, e não uma taxa fixa que será cobrada igualmente em toda operação comercial. A Reforma Tributária prevê regimes diferenciados, reduções e até alíquota zero para determinados setores e produtos, o que significa que o percentual efetivamente pago por cada negócio pode variar bastante dependendo do ramo de atuação.

O que muda

Inicialmente, a Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária (SERT) trabalhava com uma alíquota-padrão conjunta de cerca de 26,5%, conforme consta na Resolução CGIBS nº 14/2026. Com o avanço da regulamentação, essa projeção subiu para os atuais 27,91%. Do total, a parcela estimada do IBS é de 18,7%, atualizada a partir de uma projeção inicial de 17,7%. Esse ajuste para cima é um sinal de que os números da reforma ainda estão em construção e podem seguir mudando até a implementação completa do sistema.

O impacto dessa alta fica mais claro quando comparado a outros países. Segundo levantamento da Tax Foundation, organização que analisa políticas tributárias há mais de 80 anos, a média das alíquotas de imposto sobre consumo entre os países da OCDE é de 19,4%. Se a projeção brasileira se confirmar, o Brasil ficará 8,51 pontos percentuais acima dessa média, superando inclusive a Hungria, atual líder do ranking com 27%. Para efeito de comparação, os Estados Unidos aplicam a menor alíquota entre os países analisados, de 7,5%.

ReferênciaAlíquota
Projeção Brasil (IBS + CBS, 2033)27,91%
Hungria (maior alíquota da OCDE)27%
Média da OCDE19,4%
Estados Unidos (menor alíquota da OCDE)7,5%

Quem é afetado e os próximos passos

Esses percentuais também servem de base para o cálculo da arrecadação nos primeiros anos de cobrança. Para 2027, quando a alíquota do IBS será de apenas 0,1% (0,05% para estados e 0,05% para municípios), o CGIBS estima arrecadação de R$ 5,153 bilhões. Desse total, até 50% pode ser destinado ao financiamento do próprio Comitê Gestor, o que representa um limite de retenção de aproximadamente R$ 2,58 bilhões. Os primeiros repasses aos entes federativos só começam em março, mesmo com a vigência do imposto a partir de janeiro, por causa do calendário de apuração.

Para você, empresário, o cronograma da reforma é o ponto mais importante a acompanhar agora. Em 2026, IBS e CBS entram em fase de teste, com alíquotas simbólicas, sem grande impacto financeiro direto. A partir de 2027, começa a substituição mais ampla dos tributos atuais. Entre 2029 e 2032, ICMS e ISS serão reduzidos progressivamente enquanto o IBS ganha peso no sistema. Só em 2033 o modelo estará completo, com a extinção definitiva de ICMS e ISS.

Como se preparar

O próprio CGIBS reconhece que essas projeções são prospectivas e podem mudar conforme o comportamento dos contribuintes e a composição da base tributável ao longo do processo. Isso significa que os números de hoje não são definitivos, mas já indicam uma tendência de alta na carga tributária sobre o consumo no Brasil em comparação aos padrões internacionais.

Na prática, o recomendável é acompanhar de perto as próximas resoluções do Comitê Gestor e revisar periodicamente o planejamento tributário do seu negócio, especialmente se você atua em setores que podem se enquadrar em regimes diferenciados ou alíquotas reduzidas. Contar com assessoria contábil especializada ao longo dessa transição gradual até 2033 vai ajudar a antecipar impactos no fluxo de caixa e na formação de preços, evitando surpresas quando o novo sistema estiver totalmente em vigor.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.