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Reforma Tributária 2026: programa vai ajudar empresas a corrigir erros no IBS e CBS

14/08/2026 06:323 min de leituraAtualizado há 20 dias

Fonte: Receita Federal · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

Se a sua empresa está se preparando para a Reforma Tributária, uma novidade pode aliviar a pressão em 2026: a Receita Federal e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) criaram o Programa Nacional de Conformidade Tributária (PNCT), voltado a apoiar empresas, contadores e desenvolvedores de sistemas na adaptação às novas regras de emissão de documentos fiscais do IBS e da CBS. Na prática, o programa muda a postura do fisco: em vez de punir de cara quem cometer erros formais nesse período de transição, a ideia é orientar, acompanhar e dar chance de correção.

O que muda

Até agora, era comum que qualquer inconsistência em documentos fiscais gerasse risco imediato de autuação. Com o novo programa, o foco passa a ser identificar erros, avisar o contribuinte e permitir que ele corrija antes de qualquer medida mais dura. Isso vale especificamente para o período inicial de implementação do IBS e da CBS, tributos que substituirão o modelo atual de consumo.

Para participar do programa em 2026, a regra geral é simples: basta cumprir as obrigações acessórias previstas na legislação do IBS e da CBS. Mas mesmo quem cometer falhas pode continuar amparado, desde que mostre esforço real de se adequar. Isso inclui melhorar progressivamente a emissão correta dos documentos, responder a tempo às comunicações e intimações do fisco, corrigir as inconsistências até 31 de dezembro de 2026 e manter um profissional de contabilidade responsável pela conformidade fiscal da empresa.

O que não terá espaço é a inércia. Empresas que simplesmente ignorarem os alertas e não tomarem providências ficam de fora da proteção do programa, ficando mais expostas a fiscalização e penalidades.

Mais tempo e segurança para corrigir erros

Um ponto importante da regulamentação é que ela preserva os mecanismos de autorregularização já previstos em lei. Isso quer dizer que receber uma comunicação de monitoramento ou de cruzamento de dados não significa, por si só, que já começou uma fiscalização contra a empresa. Continua valendo o prazo de 60 dias para corrigir as inconsistências apontadas pela Receita Federal sem perder os benefícios da correção espontânea.

Na prática, isso reduz o custo de errar durante a adaptação ao novo sistema. Em vez de já nascer um processo fiscal a partir de uma falha pontual, a empresa ganha um caminho estruturado para ajustar a rota, o que tende a baixar os riscos financeiros e jurídicos nesse período de mudança tão grande na forma de tributar bens e serviços no país.

Como funciona a proteção do programa
01
Cumpra as obrigações do IBS e CBS

Emita corretamente os documentos fiscais exigidos pela nova legislação.

02
Responda às comunicações

Atenda dentro do prazo aos avisos e intimações enviados pelo fisco.

03
Corrija as inconsistências

Ajuste os erros apontados até 31 de dezembro de 2026.

04
Mantenha um contador responsável

Tenha um profissional de contabilidade acompanhando a conformidade fiscal da empresa.

O papel do seu contador nesse processo

A regulamentação também dá mais força ao trabalho do contador dentro dessa transição. Com autorização da empresa, as comunicações enviadas pela Receita Federal e pelo CGIBS podem ser compartilhadas diretamente com o profissional de contabilidade responsável. Assim, o contador pode acompanhar de perto as inconsistências identificadas, orientar tecnicamente a empresa, responder a intimações e conduzir o processo de autorregularização quando necessário.

Isso reforça algo que já é natural na relação entre empresa e contabilidade: quanto mais próximo e informado estiver o profissional que cuida da parte fiscal, mais rápido os problemas são identificados e corrigidos, evitando que pequenas falhas se transformem em passivos maiores.

Para o seu negócio, a mensagem prática é clara: 2026 será um ano de ajustes na forma de emitir documentos fiscais por causa da Reforma Tributária, e o programa oferece um caminho mais seguro para essa adaptação, desde que você não fique parado diante dos alertas recebidos. Manter a comunicação ativa com seu contador, corrigir rapidamente o que for apontado e cumprir os prazos são as atitudes que vão manter sua empresa dentro dessa rede de proteção durante a transição para o IBS e a CBS.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.