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Pix internacional: como pagamentos ao exterior podem ficar mais rápidos

11/08/2026 14:303 min de leituraAtualizado há 22 dias

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O Banco Central colocou na mesa um estudo que pode mudar a forma como empresas brasileiras pagam e recebem valores do exterior: a conexão do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outros países. A informação está no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado pelo próprio BC, e ainda representa uma frente em avaliação, não uma funcionalidade disponível. Mesmo assim, vale entender o que está sendo discutido, porque o assunto interessa direto a quem negocia com fornecedores, clientes ou prestadores de serviço fora do Brasil.

O que está sendo estudado

A ideia do BC é interligar a infraestrutura do Pix a sistemas equivalentes de outras jurisdições, permitindo que uma transação iniciada em um país seja liquidada rapidamente no outro. Isso poderia acontecer de duas formas: por uma conexão bilateral, direta entre o Brasil e outro país, ou pela participação em hubs multilaterais, que reúnem vários países em uma mesma estrutura de pagamentos. Em qualquer um dos formatos, o objetivo declarado é permitir remessas internacionais e pagamentos de compras com os recursos disponibilizados na moeda local em poucos segundos.

É importante frisar que essa conexão internacional não existe hoje como recurso pronto para uso. O que já ocorre, segundo o próprio BC, são soluções desenvolvidas por instituições privadas em parceria com empresas e bancos de outros países, que permitem, por exemplo, que brasileiros usem o Pix quando estão no exterior ou que estrangeiros paguem no Brasil usando aplicativos de instituições de fora. O Banco Central acompanha esses modelos privados enquanto avalia se e como pode ampliar essa integração de forma mais estruturada.

Por que isso interessa à sua empresa

Se a conexão internacional do Pix sair do papel, o impacto prático seria sentido principalmente por negócios que compram de fornecedores estrangeiros, vendem para clientes fora do país ou pagam prestadores de serviço no exterior. Entre os potenciais benefícios listados pelo BC estão a redução de tarifas em operações internacionais, mais velocidade nos pagamentos, maior transparência nas transações e ampliação das opções disponíveis para remessas e pagamentos transfronteiriços.

Vale reforçar: esses são efeitos possíveis, apontados pelo próprio Banco Central como benefícios esperados de uma eventual integração, e não resultados já verificados. Hoje, quem depende de pagamentos internacionais ainda opera dentro dos modelos tradicionais ou das soluções privadas já existentes no mercado, que continuam funcionando normalmente enquanto o estudo do BC avança.

Prazos e quem decide o que vem a seguir

O relatório do Banco Central não traz data para a implementação de uma estrutura internacional do Pix, nem indica quais países poderiam ser conectados. A instituição organiza os temas do documento por nível de maturidade, entre iniciativas já em implementação, projetos em desenvolvimento, frentes em estudo e direções estratégicas de mais longo prazo. A inserção internacional do Pix está classificada nessa etapa de estudo, ao lado de outras iniciativas voltadas à expansão de usos do sistema e à integração com outros serviços financeiros.

O próprio BC destaca que a agenda de evolução do Pix não se limita ao que já está detalhado no relatório: novos projetos podem entrar na lista conforme as discussões evoluem. Isso significa que o tema deve continuar sendo debatido nos próximos relatórios de gestão, sem garantia de cronograma definido até o momento.

Como se preparar

Por enquanto, a recomendação prática é acompanhar as próximas divulgações do Banco Central sobre o tema, sem alterar processos internos com base em uma funcionalidade que ainda não existe. Se sua empresa já realiza pagamentos internacionais, vale continuar de olho nas soluções privadas que já permitem uso do Pix em operações transfronteiriças, já que elas seguem funcionando independentemente do estudo do BC. Caso a conexão internacional avance, a GL Inteligência Contábil vai acompanhar os desdobramentos e trazer orientações específicas sobre como isso pode afetar o fluxo financeiro do seu negócio.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.