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Pico da demanda por petróleo pode chegar antes do previsto, diz TotalEnergies

02/11/2026 11:153 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A TotalEnergies, uma das maiores petrolíferas do mundo, afirmou que a demanda global por petróleo deve atingir seu ponto máximo entre 2035 e 2040. A empresa também sinalizou que esse prazo pode encurtar ainda mais caso as vendas de veículos elétricos mantenham o ritmo de crescimento atual. A informação consta do relatório anual de perspectivas energéticas da companhia, divulgado nesta segunda-feira (2).

Para quem administra uma empresa, especialmente nos setores de energia, transporte, logística ou indústria, esse tipo de projeção importa porque sinaliza a velocidade com que o mercado está migrando para fontes de energia mais limpas. Entender esse movimento ajuda a planejar investimentos, renovação de frota e até a precificação de produtos e serviços que dependem direta ou indiretamente do petróleo.

O que muda na projeção

No relatório do ano passado, a própria TotalEnergies previa que a demanda por petróleo continuaria subindo até 2040, para só então começar a cair aos poucos. Agora, a nova leitura é mais conservadora: a expectativa é que a demanda cresça e se estabilize ao longo da década de 2030, antes de iniciar um declínio lento. Ou seja, a empresa antecipou o horizonte em que o consumo de petróleo deve parar de crescer.

Um fator que ganhou peso nessa revisão foi a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. Segundo a TotalEnergies, a crise nos mercados de energia provocada pelo conflito pode funcionar como um "acelerador" da transição energética. A companhia observa um aumento mais forte nas vendas de veículos elétricos na Ásia, na América Latina e na Europa, além de exigências maiores de mistura de biocombustíveis, o que já está influenciando os padrões de consumo de energia nessas regiões.

Quem é afetado por essa mudança

Essa aceleração não afeta só grandes petrolíferas. Empresas que dependem de combustíveis fósseis em sua operação, como transportadoras, distribuidoras e indústrias de base, podem sentir os efeitos de uma transição mais rápida do que o esperado, seja em custos, seja em exigências regulatórias sobre biocombustíveis. Já negócios ligados a veículos elétricos, energia renovável e tecnologias de baixo carbono tendem a se beneficiar desse movimento mais acelerado.

O diretor de sustentabilidade da TotalEnergies, Aurelien Hamelle, destacou que houve uma "aceleração impressionante" das tecnologias de baixo carbono entre o segundo trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026. Essa fala reforça que a mudança não é apenas uma projeção distante, mas algo que já está em curso e produzindo efeitos concretos no mercado.

Como se preparar

Se você gestiona uma empresa que depende de combustíveis fósseis, vale começar a mapear alternativas de energia e avaliar o impacto de uma eventual aceleração nos custos operacionais. Para quem atua em setores ligados à transição energética, o cenário reforça que a demanda por soluções de baixo carbono deve continuar em expansão, o que pode abrir oportunidades de negócio e investimento.

Independentemente do setor, acompanhar esse tipo de projeção ajuda a tomar decisões mais informadas sobre investimentos de médio e longo prazo. A transição energética já não é mais um cenário distante: segundo a própria TotalEnergies, fatores geopolíticos como a guerra no Irã podem acelerar ainda mais esse processo, tornando o planejamento estratégico ainda mais importante para quem quer se manter competitivo.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.