Perícia médica do INSS: como se preparar para não perder o benefício
01/09/2026 14:213 min de leituraAtualizado há 1 dia
Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Simples Nacional, atualizado a cada mudança de norma.
Se você tem funcionários que precisam se afastar por doença ou acidente, é importante entender como funciona a perícia médica do INSS, etapa obrigatória para a concessão do benefício por incapacidade temporária (o antigo auxílio-doença). Um colaborador despreparado pode ter o pedido negado por falta de documentos ou por não saber o que esperar da avaliação, prolongando o afastamento e gerando dor de cabeça para a gestão de pessoal da empresa.
Entender esse processo ajuda você, gestor, a orientar melhor sua equipe em momentos delicados de saúde, evitando que o trabalhador perca prazos ou compareça à perícia sem a documentação correta. Isso reduz o tempo de resolução do caso e evita retrabalho, tanto para o funcionário quanto para o setor de recursos humanos da empresa.
Como funciona a perícia do INSS
A perícia é feita por um médico habilitado pelo INSS, responsável por avaliar se existe doença ou lesão que incapacite o trabalhador de exercer suas funções, de forma temporária ou definitiva. Atualmente, o INSS trabalha com duas modalidades: a Análise Documental, chamada de Atestmed, que é remota e depende apenas do envio de atestados e exames legíveis pelo sistema, sem necessidade de comparecer à agência; e a Perícia Presencial, exigida para auxílio-acidente, aposentadorias ou quando a análise online não é suficiente. Na perícia presencial, o médico confere os laudos, entrevista o segurado e realiza exame físico focado nas limitações relatadas.
Saber qual modalidade se aplica a cada caso já é um primeiro passo importante. Nem todo afastamento exige presença física na agência, o que pode agilizar bastante o processo para o trabalhador e, por consequência, para a empresa que aguarda a definição da situação funcional dele.
Como se preparar para a perícia
Alguns cuidados simples fazem diferença na hora da avaliação. Antes de tudo, o trabalhador deve pedir ao médico um atestado bem completo, detalhando a condição de saúde, já informando que o documento será usado em perícia. Isso ajuda o perito a entender o caso com mais precisão e aumenta as chances de aprovação do benefício.
Peça ao médico um atestado completo, informando que será usado na perícia do INSS.
Chegue com antecedência; o atraso pode impedir a realização da perícia.
Leve laudos, exames, receitas, prontuário (se houve internação) e documentos pessoais.
Concentre-se na doença que realmente impede o trabalho, sem exagerar sintomas.
Use roupas simples e leves, que permitam movimentos pedidos pelo perito.
Em casos específicos previstos pelo INSS, é permitido levar acompanhante para apoio físico ou emocional.
Além de reunir toda a documentação, laudos, exames de imagem, receitas médicas, bula dos remédios e documentos pessoais, é fundamental que o trabalhador seja honesto durante a entrevista, respondendo apenas ao que o perito perguntar, sem inventar ou aumentar sintomas. Quem tem mais de uma doença deve levar os documentos de todas, mas manter o foco naquela que realmente causa a incapacidade para o trabalho.
Outro ponto de atenção é a possibilidade de acompanhante durante a perícia. Essa é uma exceção, mas o próprio INSS permite e recomenda em situações específicas, como pessoas com deficiência intelectual ou autismo, idosos fragilizados, segurados com limitações graves de mobilidade ou quadros psiquiátricos severos. O acompanhante serve para dar suporte físico ou emocional, mas não pode responder pelo segurado, a menos que ele esteja totalmente impossibilitado de se comunicar.
Para você, gestor, orientar a equipe sobre esses cuidados pode evitar que o processo de afastamento se arraste por falta de organização do trabalhador. Um funcionário bem preparado tende a ter o benefício avaliado com mais agilidade, o que ajuda a empresa a planejar substituições, ajustes de equipe e o retorno gradual do colaborador quando ele estiver apto a voltar às atividades.
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