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OpenAI amplia operação no Brasil: o que muda para empresas e profissionais

18/08/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 16 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A OpenAI, dona do ChatGPT, acaba de dar um passo importante no Brasil: formalizou uma operação de negócios no país, anunciou novas contratações e fechou parcerias em áreas como educação, serviços públicos e capacitação profissional. Para você que é empresário ou gestor, isso significa uma coisa prática: a ferramenta de inteligência artificial mais usada do mundo está investindo pesado para se tornar parte do dia a dia das empresas brasileiras, e o momento de entender como isso pode afetar seu negócio é agora.

O Brasil deixou de ser apenas um mercado que consome a tecnologia e passou a ocupar um lugar de destaque na estratégia da empresa. Segundo a OpenAI, o país está entre os três maiores em número de usuários ativos semanais no mundo e ocupa a segunda posição global em quantidade de desenvolvedores que usam a plataforma para criar produtos próprios. Isso quer dizer que, além de gente usando o ChatGPT no computador, há uma comunidade grande construindo soluções em cima dessa tecnologia, o que tende a gerar mais ferramentas e serviços adaptados à realidade brasileira nos próximos meses.

O que muda para as empresas

O foco da nova fase da OpenAI no Brasil é claro: ajudar empresas a colocar a inteligência artificial para trabalhar de verdade, não só como um chat de perguntas e respostas. A companhia afirma que o número de usuários corporativos no país aumentou cinco vezes em relação ao ano anterior, um crescimento que os próprios executivos da empresa classificam como "praticamente vertical". Isso está acontecendo em setores variados, como financeiro, marketing e jurídico, o que mostra que a adoção não está restrita a empresas de tecnologia.

Um dos pontos mais relevantes para quem toma decisões em uma empresa é a possibilidade de conectar o ChatGPT a sistemas internos, como e-mail, Microsoft Teams e SharePoint. Essas conexões, chamadas de plugins pela OpenAI, permitem que a inteligência artificial acesse informações da empresa respeitando as permissões que já existem hoje: um funcionário que não tem acesso a determinado dado continua sem acesso, mesmo usando um agente de IA. A empresa também garante que dados de clientes corporativos não são usados para treinar os modelos, o que é um ponto importante para quem tem preocupações com sigilo e segurança da informação.

O avanço do ChatGPT no Brasil
215 milhõesmensagens por diavolume 54% maior do que em novembro de 2025.
5xcrescimento corporativoaumento de usuários empresariais no Brasil em um ano.
35%mensagens de trabalhoacima da média global, de 30%.

Já há exemplos concretos de empresas brasileiras usando essa tecnologia de forma integrada ao negócio. O Itaú foi citado como caso de adoção corporativa do ChatGPT. O Nubank está desenvolvendo, em parceria com a OpenAI, um assistente de investimentos apoiado em inteligência artificial e uma plataforma de atendimento mais sofisticada. A Localiza usa a ferramenta para facilitar a busca por veículos e apoiar suas equipes nas tarefas do dia a dia. E o Boticário aplica a tecnologia para ajudar revendedores e funcionários a acessar informações com mais agilidade. Esses casos dão uma ideia prática de como a IA está sendo usada além do uso individual: automatizando processos, apoiando atendimento e dando suporte a decisões.

Quem é afetado e o que fica de olho

Se você lidera uma equipe, vale prestar atenção em um ponto levantado pelos próprios executivos da OpenAI: a chegada de agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas inteiras, como participar de reuniões, analisar materiais e até apontar riscos antes de uma decisão, está mudando o tipo de trabalho que se espera de profissionais em início de carreira. A avaliação da empresa é que as contratações de jovens vão continuar, mas o conhecimento sobre como usar essas ferramentas deve se tornar um diferencial cada vez mais valorizado.

Outro movimento que merece atenção é o de parcerias voltadas à capacitação. O Insper vai disponibilizar o ChatGPT Edu para toda a comunidade acadêmica, o que deve formar profissionais já habituados a usar essas ferramentas no trabalho. Já a parceria com a Rappi oferece acesso gratuito ao ChatGPT Go por um período para clientes elegíveis, uma forma de aumentar a adoção entre o público em geral. Para empresas de qualquer porte, esses movimentos sinalizam que o uso profissional da IA deve se espalhar rapidamente, inclusive entre fornecedores, parceiros e concorrentes.

Como se preparar

Diante desse cenário, o caminho mais sensato para o seu negócio é começar a mapear onde a inteligência artificial pode reduzir tempo gasto em tarefas repetitivas, como organizar planilhas, redigir documentos e preparar apresentações, atividades que já respondem por boa parte do uso profissional do ChatGPT no país. Também é importante entender como funcionam as permissões de acesso a dados internos antes de integrar qualquer ferramenta de IA aos sistemas da empresa, para evitar que informações sensíveis fiquem expostas.

Por fim, vale acompanhar de perto como fornecedores, bancos e prestadores de serviço que você já usa estão incorporando essas ferramentas, já que exemplos como Itaú, Nubank, Localiza e Boticário mostram que a adoção está acontecendo de forma horizontal, atingindo áreas como financeiro, atendimento e marketing em empresas de diferentes tamanhos e setores. Entender esse movimento agora pode ser a diferença entre aproveitar a produtividade que a inteligência artificial promete ou ficar para trás enquanto concorrentes se adaptam mais rápido.

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