OpenAI abre escritório no Brasil: o que muda para empresas e usuários
27/08/2026 14:473 min de leituraAtualizado há 6 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, anunciou a abertura de uma operação comercial no Brasil, com escritório em São Paulo. A decisão vem logo depois de o país se tornar o terceiro maior mercado do chatbot no mundo, com um crescimento expressivo no número de usuários ao longo do último ano. Para quem usa inteligência artificial no dia a dia do negócio, ou pretende começar a usar, a movimentação sinaliza que o Brasil passou a ser prioridade estratégica para a empresa.
O que muda
Com a nova operação, a OpenAI passa a ter presença física e institucional no país, o que costuma facilitar parcerias comerciais, suporte e desenvolvimento de projetos locais. A empresa informou que o número de usuários brasileiros quase dobrou no último ano e que, hoje, o país envia 215 milhões de mensagens por dia ao ChatGPT. O Brasil também lidera o uso de imagens dentro da ferramenta e está entre os cinco maiores mercados do mundo em uso de voz e ditado, com o número de usuários semanais dessa função dobrando no período.
Esses números mostram que o ChatGPT já está bastante incorporado à rotina de brasileiros, seja para uso pessoal, seja para tarefas de trabalho. Para empresários e gestores, isso reforça uma tendência: colaboradores e clientes já estão familiarizados com esse tipo de ferramenta, o que pode facilitar a adoção de soluções de IA dentro da própria empresa.
Quem é afetado
A movimentação da OpenAI não se limita ao lançamento de um escritório. A empresa fechou parcerias que atingem diretamente alguns setores. Uma delas é com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que vai oferecer contas para estudantes e créditos para uso das ferramentas de programação da OpenAI. Outra é com a startup jurídica brasileira Enter: as duas empresas estão desenvolvendo um programa de treinamento voltado a advogados, que vai usar o ChatGPT como base.
Além disso, a OpenAI assinou um memorando de entendimento com a Prodam, empresa de processamento de dados da cidade de São Paulo, para viabilizar o uso de ferramentas de inteligência artificial na gestão pública municipal. Ou seja, o movimento da empresa envolve tanto o setor privado quanto a administração pública, o que pode abrir espaço para novos serviços e integrações de IA em diferentes áreas nos próximos meses.
Como se preparar
Para empresários e gestores, o principal recado é que o uso de inteligência artificial no Brasil tende a se intensificar, com mais suporte local, parcerias setoriais e ferramentas adaptadas à realidade do país. Um estudo independente do RegLab, financiado pela OpenAI, estima que a IA pode acrescentar quase R$ 1 trilhão à economia brasileira até 2030, o que reforça o potencial de impacto em diferentes setores, incluindo o jurídico, o educacional e o de serviços públicos.
Se sua empresa ainda não usa ferramentas de IA de forma estruturada, esse é um bom momento para observar como outros setores, como o jurídico, estão sendo capacitados por meio de parcerias como a da OpenAI com a Enter. Acompanhar essas iniciativas pode ajudar a identificar oportunidades de treinamento, automação de tarefas e ganho de produtividade, sem precisar reinventar a roda: várias soluções e programas de capacitação já estão sendo desenhados especificamente para o mercado brasileiro.
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