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Neurociência e IA: a healthtech que virou destaque na Forbes Under 30

07/08/2026 16:113 min de leituraAtualizado há 24 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Daniele de Mari tem 29 anos e um lugar garantido entre os nomes que a Forbes Under 30 aponta como referência na aplicação de inteligência artificial à saúde. Fundadora da Neurogram, healthtech voltada para centralizar, padronizar e analisar exames neurológicos, especialmente eletroencefalogramas (EEG), ela construiu um negócio a partir de um problema real que viveu de perto durante a pandemia. A trajetória dela interessa a qualquer empresário porque mostra, na prática, como transformar uma dor pessoal em produto, e como um reconhecimento externo pode virar alavanca de crescimento para uma startup.

De uma experiência pessoal a um negócio

O interesse de Daniele pela neurociência começou ainda na infância, influenciado por experiências com a avó e um amigo que enfrentaram doenças neurológicas. Apaixonada por ciência, ela seguiu para a engenharia como caminho para unir tecnologia e medicina. Foi durante a pandemia, acompanhando exames de eletroencefalograma, que ela identificou um gargalo que atinge médicos e pacientes: a dificuldade de transformar dados neurológicos complexos em diagnósticos rápidos e acessíveis. Essa observação prática, do tipo que qualquer gestor atento ao próprio setor consegue enxergar, foi o ponto de partida da Neurogram.

Para quem administra um negócio, esse é um lembrete importante: as melhores oportunidades muitas vezes nascem de um problema operacional visto de perto, não de uma ideia abstrata de mercado. Daniele não criou a Neurogram olhando apenas para uma lacuna de tecnologia, mas para uma dificuldade concreta enfrentada por profissionais de saúde no dia a dia.

Como a tecnologia entra na rotina do negócio

Hoje a Neurogram desenvolve soluções que usam inteligência artificial para organizar e interpretar exames neurológicos, ajudando especialistas a tomar decisões com mais agilidade e precisão. Na prática, isso significa ampliar o acesso a diagnósticos que antes dependiam de processos manuais e demorados. Para empresários de qualquer segmento, o caso ilustra um movimento que já é realidade em diversos setores: o uso de IA não como substituto do profissional, mas como ferramenta que acelera análises e reduz retrabalho.

Empreender em uma área altamente técnica, como reforça a própria fundadora, exige lidar com desafios específicos, entre eles a formação de equipes multidisciplinares. Esse ponto vale para negócios de qualquer porte: reunir profissionais com formações diferentes, engenharia, medicina, dados, costuma ser o que garante que uma boa ideia vire um produto viável e confiável no mercado.

O peso do reconhecimento na expansão

Outro aspecto que Daniele destaca é o impacto que o reconhecimento na Forbes Under 30 teve na expansão da startup. Isso reforça algo que muitos pequenos e médios empresários subestimam: visibilidade e credibilidade externa podem abrir portas concretas, seja para captar investimento, atrair talentos ou fechar parcerias comerciais. Prêmios, listas e reconhecimentos de mercado não são apenas simbólicos, eles funcionam como validação para quem ainda não conhece o negócio.

A história completa, incluindo mais detalhes sobre os bastidores da criação da Neurogram e a visão de Daniele para o futuro da neurotecnologia, foi contada no podcast Under 30, A Jornada, em conversa conduzida por Luiz Gustavo Pacete, ex-editor de Tech da Forbes Brasil.

Para o empresário que acompanha esse tipo de trajetória, fica um recado prático: soluções nascem de problemas reais observados de perto, times multidisciplinares sustentam negócios técnicos, e reconhecimento de mercado pode ser um ativo estratégico tão importante quanto o próprio produto. São lições que valem para healthtechs, mas também para qualquer negócio que queira crescer com solidez.

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