Nepal: chinês é resgatado vivo 10 dias após avalanche no Himalaia
05/09/2026 13:042 min de leituraAtualizado há 2 horas
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
Dez dias depois de uma avalanche de gelo, rochas e lama arrasar um vale no Himalaia, um cidadão chinês foi resgatado com vida de dentro de um túnel no Nepal. O caso chamou atenção pela raridade: ele é apenas a terceira pessoa retirada viva de estruturas onde as autoridades acreditam que centenas de pessoas ainda estejam presas.
O que aconteceu
Segundo o exército nepalês, Lu Haitao foi encontrado dentro de um túnel de 225 metros de extensão, pertencente ao Projeto Hidrelétrico Upper Trishuli-1. Ele não apresentava ferimentos visíveis e seus sinais vitais estavam estáveis, mas mostrava sinais de hipotermia leve. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o momento em que ele recebe atendimento médico de emergência dentro de um helicóptero, a caminho de um hospital do exército. Ele aparecia exausto e desorientado, com lama seca e poeira na pele e nas roupas, sendo examinado por um médico.
Um dia antes, na sexta-feira (4), equipes de resgate haviam retirado outras duas pessoas de um túnel diferente, na Usina Hidrelétrica Upper Trishuli 3A, localizada no mesmo rio. As autoridades acreditam que cerca de 900 pessoas possam estar presas em diversos túneis da região desde o desabamento de uma geleira, ocorrido em 26 de agosto na parte superior do rio.
A dimensão da tragédia
O desastre já é um dos mais graves registrados no Nepal em anos recentes. De acordo com a autoridade de gestão de desastres do país, pelo menos 1.344 pessoas morreram nas enchentes provocadas pela avalanche, que destruíram casas, ruas e escolas em cidades e vilarejos próximos à fronteira com o Tibete, na China. Ainda há cerca de 4.887 pessoas desaparecidas, número que inclui 583 estrangeiros, muitos deles peregrinos e alpinistas que estavam na região.
Do lado chinês da fronteira, no Tibete, o número oficial de mortos chegou a 31, com outras 531 pessoas listadas como desaparecidas, incluindo estrangeiros, de acordo com a agência de notícias estatal Xinhua. Entre os desaparecidos no território tibetano, cerca de 261 são estrangeiros, o que reforça a extensão internacional da tragédia, que atingiu turistas e visitantes de diferentes países.
Além do resgate de Lu Haitao, outro caso chamou atenção neste sábado: Chandika Kumari Shrestha foi retirada de sua própria casa, em Betrawati. Uma imagem divulgada pelas autoridades mostra a mulher coberta de lama dentro de uma estrutura subterrânea alagada, recebendo água de equipes de resgate que trabalhavam em um espaço confinado, tomado por lodo espesso.
Os resgates seguem em andamento, com equipes concentradas nos túneis das usinas hidrelétricas da região, onde ainda há esperança de encontrar sobreviventes. A operação, no entanto, é extremamente delicada, dado o volume de lama, o tempo já transcorrido desde a avalanche e as condições precárias enfrentadas por quem eventualmente ainda esteja preso nessas estruturas.
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