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Kalshi: quem é a bilionária brasileira e o que muda para empresas no Brasil

07/09/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 2 horas

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A Kalshi, plataforma de mercados preditivos fundada pela brasileira Luana Lopes Lara e pelo americano Tarek Mansour, está avaliada em US$ 22 bilhões e negocia uma nova rodada de investimentos que pode dobrar esse valor. Mas o dado que mais interessa ao empresário brasileiro está em outro ponto da conversa: a empresa quer entrar formalmente no país e está disposta a negociar diretamente com o governo depois que os mercados preditivos foram banidos por aqui em abril.

Para quem não conhece o modelo, um mercado preditivo funciona como um espaço onde pessoas ou empresas fazem apostas sobre eventos futuros, como resultado de eleições, taxa de inflação ou índice de desemprego. A diferença em relação a uma casa de apostas comum, segundo Luana, é que a plataforma não ganha dinheiro quando alguém perde: ela cobra apenas uma taxa para unir as duas pontas de cada aposta.

O que muda para empresas

Um dos pontos mais relevantes da entrevista para o público empresarial é o avanço do uso corporativo da ferramenta. Além do público em geral, que usa a Kalshi de forma individual, cresce a procura de empresas que usam contratos preditivos para se proteger de riscos do próprio negócio, como oscilações econômicas que afetam diretamente o planejamento financeiro. Segundo Luana, esse lado institucional cresce em ritmo acelerado, embora o negócio principal ainda seja o varejo.

Na prática, isso significa que instrumentos até então restritos a apostadores individuais começam a ganhar espaço como ferramenta de gestão de risco corporativo, algo próximo do que já se faz com contratos futuros tradicionais, mas aplicado a cenários mais amplos, como inflação e desemprego.

Quando isso pode chegar ao Brasil

A Kalshi já havia fechado um acordo com a XP em março para atuar no país, mas o governo brasileiro baniu os mercados preditivos no mês seguinte. Segundo Luana, a empresa quer retomar o diálogo e propõe construir salvaguardas em conjunto com as autoridades, nos mesmos moldes do que fez nos Estados Unidos, onde levou quatro anos até conseguir operar legalmente.

Ainda não há prazo definido para o início das operações no Brasil, nem garantia de que o país será o primeiro fora dos Estados Unidos a receber a plataforma: a empresa também avalia outros mercados na América Latina e na Ásia. Caso avance por aqui, a ideia é começar de forma restrita, com poucos tipos de contrato liberados, e ampliar aos poucos conforme ganhar confiança do governo. Os focos citados seriam temas de interesse direto do país, como inflação, desemprego e eleições.

Kalshi em números
US$ 22 bivaluation atualalcançado na rodada de maio deste ano.
US$ 40 bimeta da próxima rodadaesperada para o terceiro trimestre, antes de possível IPO.
4 anostempo até operar nos EUAprazo usado como referência para negociações em outros países.

Vale notar que a concorrência no setor também cresce, com a Meta trabalhando no próprio mercado preditivo. Para Luana, isso não é motivo de preocupação: mais concorrentes regulados tendem a beneficiar o consumidor final, já que cada empresa é obrigada a melhorar seu produto para se manter competitiva.

Para o empresário brasileiro, o desenrolar dessa negociação com o governo é o ponto a acompanhar de perto. Se a Kalshi conseguir operar legalmente no país, empresas poderão ter acesso a uma nova categoria de instrumento financeiro voltado à proteção contra riscos econômicos, algo que hoje depende de outras formas de hedge, geralmente mais restritas ou custosas. Por ora, o caminho depende de diálogo regulatório, e não há data definida para que isso se concretize.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.