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Mercado de escritórios no Rio: por que empresas voltam a ocupar o Centro

20/07/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 44 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de BPO Financeiro, atualizado a cada mudança de norma.

O mercado carioca de lajes corporativas de alto padrão voltou a mostrar sinais de fôlego. No segundo trimestre de 2026, a absorção líquida de escritórios classe A e A+ no Rio de Janeiro somou 15.186 m², número superior ao registrado nos três primeiros meses do ano. Os dados são de um levantamento da Cushman & Wakefield e mostram um mercado que, apesar de ainda concentrado em poucas regiões, começa a ganhar tração de forma mais consistente.

Para quem administra uma empresa e está pensando em alugar, renovar contrato ou até relocar o escritório, esse movimento importa porque indica onde a demanda está mais aquecida e onde ainda existem espaços disponíveis com preços competitivos. Entender essa dinâmica pode ajudar a negociar melhores condições ou escolher com mais segurança a região para instalar a operação.

O que muda no mercado carioca

O grande destaque do trimestre foi o Centro do Rio de Janeiro, que registrou absorção líquida de 17.572 m², volume que superou até o resultado total do mercado analisado. Segundo a Cushman & Wakefield, esse desempenho reflete a combinação de valores competitivos, ampla oferta de espaços disponíveis e um interesse crescente por imóveis de melhor qualidade justamente na região central. Na prática, isso significa que o Centro se firmou como o principal ponto de negociação de escritórios de alto padrão na cidade.

O cenário não foi uniforme em todas as regiões. O Porto teve absorção líquida negativa, de 2.386 m², puxada por devoluções pontuais de espaços. Já Cidade Nova, Orla, Barra da Tijuca e Zona Sul fecharam o trimestre com relativa estabilidade, sem grandes variações. O levantamento da consultoria considera seis submercados no CBD (a área de escritórios mais concorrida da cidade): Centro, Porto, Cidade Nova, Orla, Barra da Tijuca e Zona Sul.

Os preços também contam parte importante dessa história. O valor médio pedido por metro quadrado no conjunto do mercado ficou em R$ 79,11 ao mês, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, o que reforça um cenário de equilíbrio entre oferta e demanda observado desde o início de 2026. Ainda assim, há diferenças relevantes entre as regiões, como mostra a tabela abaixo.

RegiãoPreço médio (R$/m² por mês)Observação
Centro82,39Ajustes no trimestre
Cidade Nova70,88Estável, alta disponibilidade
Orla90,77Sustentada por baixa vacância
Porto90,19Em recuperação
Barra da Tijuca67,14Valorização no período
Zona Sul160,00Região mais valorizada, preços estáveis

Quem está movimentando as locações

O volume total de área transacionada no trimestre chegou a 22.971 m², um avanço em relação aos períodos anteriores. Um dado chama atenção: todas as transações do trimestre aconteceram no Centro do Rio de Janeiro, o que reforça ainda mais o papel dessa região como epicentro da atividade locatícia na cidade.

Entre os setores que mais locaram espaço, a tecnologia da informação liderou, com 10.232 m² alugados, seguida de perto pelo setor financeiro, com 8.252 m². Entre as empresas que fecharam contratos no período estão nomes como Nubank, Dataprev, Wilson Sons e Deloitte, todas em empreendimentos localizados na região central. Esse tipo de movimento tende a puxar outras empresas do mesmo segmento para a mesma área, seja por proximidade com parceiros de negócio, seja pela disponibilidade de mão de obra qualificada na região.

Como isso afeta sua decisão de negócio

Se sua empresa está avaliando expansão, redução ou mudança de endereço no Rio de Janeiro, o momento atual do Centro merece atenção especial: é a região com maior oferta de espaços de qualidade, preços competitivos e alta liquidez, o que pode facilitar tanto a entrada quanto a eventual saída de um contrato de locação no futuro. Já regiões como Zona Sul e Orla, apesar de mais caras, sustentam seus valores justamente pela baixa disponibilidade, o que pode significar menos margem de negociação para quem quer se instalar ali.

Antes de fechar qualquer contrato, vale conversar com um profissional de contabilidade ou consultoria financeira para entender o impacto de cada opção no fluxo de caixa da empresa, considerando não só o valor do aluguel, mas também custos de mudança, reformas e prazos contratuais. Acompanhar esses indicadores trimestrais do mercado imobiliário corporativo ajuda a tomar decisões mais embasadas e a aproveitar melhor os momentos de estabilidade ou valorização de cada região.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.