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McLaren McL 6GT: o supercarro com câmbio manual que chega em 2028

27/08/2026 05:003 min de leituraAtualizado há 7 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A McLaren acaba de mostrar ao mundo um carro que, apesar de ser chamado de "conceito futurista", olha diretamente para o passado da marca. Trata-se do McL 6GT, apresentado durante a Monterey Car Week de 2026, que antecipa um modelo de produção previsto para 2028. A novidade mais chamativa não é tecnológica, mas justamente o oposto: o carro traz câmbio manual, algo que a McLaren não oferece em um modelo de rua desde 1992.

Para quem acompanha o mercado de carros de alto padrão, esse movimento chama atenção porque vai na contramão do que a indústria automotiva vem fazendo nos últimos anos. Enquanto marcas investem pesado em telas sensíveis ao toque, sistemas eletrônicos e modos de condução controlados por software, a McLaren decidiu apostar em uma experiência mais "manual" e direta: direção hidráulica, botões físicos e comandos em alumínio usinado, todos pensados para que cada ação do motorista seja sentida de verdade.

De onde veio a ideia

O McL 6GT é inspirado no McLaren M6GT, um projeto que o fundador da marca, Bruce McLaren, queria colocar nas ruas no final dos anos 60. Na época, a ideia era pegar a base de um carro de corrida vitorioso na categoria Can-Am e transformá-lo em um esportivo para uso comum, algo como um carro de corrida com placa. O projeto nunca chegou a ser produzido em série: Bruce McLaren morreu em um acidente durante testes em 1970, e apenas poucas unidades do M6GT chegaram a ser concluídas.

Quase 60 anos depois, a marca decidiu revisitar essa ideia, mas com a pergunta: o que Bruce McLaren construiria hoje, se tivesse à disposição todo o avanço em materiais, aerodinâmica e motores que existe atualmente? A resposta é um carro com carroceria em fibra de carbono, motor V8 na posição central, tração traseira e visual que remete diretamente às linhas dos protótipos de corrida dos anos 1960, com teto baixo, carroceria larga e traseira em formato Kammback.

O que torna esse lançamento relevante

O detalhe do câmbio manual não é apenas nostálgico, ele resume a filosofia por trás do projeto. A McLaren está deliberadamente reduzindo a quantidade de tecnologia entre o motorista e a pista, em vez de aumentar. Isso inclui até detalhes de design, como uma versão em relevo do emblema "Speedy Kiwi" na alavanca de câmbio e referências diretas ao M6GT original, como a réplica da placa pessoal de Bruce McLaren na carroceria e sua assinatura gravada no compartimento do motor.

A empresa ainda não divulgou números de potência, peso ou desempenho do veículo, apenas confirmou que ele usará motor V8 a combustão. Mesmo sem esses dados, a expectativa é de que o carro entregue um desempenho de alto nível, dado o histórico da marca com estruturas leves em fibra de carbono e motores V8 de alta performance.

M6GT (projeto original, anos 60)

  • Baseado em carro de corrida da categoria Can-Am
  • Nunca chegou à produção em série
  • Projeto interrompido com a morte de Bruce McLaren em 1970

McL 6GT (conceito 2026, produção em 2028)

  • Motor V8 com câmbio manual, algo inédito desde 1992 na marca
  • Construção em fibra de carbono e tração traseira
  • Fora do portfólio principal, sugerindo maior exclusividade e preço

Para o público de negócios e colecionadores de carros de alto padrão, o lançamento sinaliza algo além do puro apelo estético: a McLaren está criando uma nova categoria dentro de seu portfólio, voltada à produção limitada. Segundo a empresa, a versão final do McL 6GT ficará fora do que ela chama de portfólio principal e expandido, o que aponta para um posicionamento ainda mais exclusivo e, consequentemente, um preço bem acima dos modelos regulares da marca.

Enquanto o mercado de supercarros caminha cada vez mais para a eletrificação e para sistemas de assistência ao motorista cada vez mais sofisticados, o McL 6GT surge como uma proposta que valoriza a experiência de dirigir de forma mais direta e menos automatizada. Até a chegada da versão de produção, em 2028, esse pode ser um dos poucos lançamentos do setor a apostar nessa direção, o que deve reforçar o interesse de colecionadores e entusiastas por um modelo que promete ser tão raro quanto simbólico para a história da marca.

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