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Laser no solo: a tecnologia que já mapeia fazendas em 19 estados

21/07/2026 05:053 min de leituraAtualizado há 44 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se você tem negócio ligado ao agro, seja como produtor, investidor ou prestador de serviço para o setor, vale prestar atenção a uma tecnologia que está saindo do laboratório e chegando à lavoura: a agrofotônica. Desenvolvida na Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), ela usa luz, lasers e sensores ópticos para analisar solo, medir carbono e apoiar decisões de manejo com muito mais velocidade do que os métodos tradicionais de laboratório.

A pesquisadora à frente dessa área, a física Débora Marcondes Bastos Pereira Milori, passou mais de duas décadas construindo essa linha de pesquisa dentro da Embrapa. O resultado prático já não é só científico: depois de cerca de dez anos de desenvolvimento, a tecnologia de análise de solo por laser foi licenciada para uma empresa privada, a Agrorobótica, que hoje atua em 19 estados e projeta mapear 1,5 milhão de hectares até 2026.

O que muda na prática para o produtor

O ganho central está na velocidade e no custo das análises. Um laboratório convencional processa em torno de 900 análises de carbono por mês. Com o equipamento derivado da pesquisa da Embrapa, esse volume passou a ser de 1.200 análises por dia, e o sistema ainda mede simultaneamente a composição do solo. Na prática, isso significa menos tempo de espera entre a coleta da amostra e a decisão sobre adubação, correção de solo ou ajuste de manejo, o que impacta diretamente o custo operacional da safra.

MétodoVolume de análises
Laboratório convencionalCerca de 900 análises de carbono por mês
Tecnologia de laser licenciada pela EmbrapaAté 1.200 análises por dia

Além da agricultura de precisão, a ferramenta tem papel relevante para quem já monitora ou pretende monitorar estoque de carbono no solo, algo que virou peça importante em estratégias de agricultura regenerativa e em programas de descarbonização. Para negócios rurais que buscam certificações, créditos de carbono ou simplesmente comprovar boas práticas ambientais para clientes e financiadores, ter um método mais rápido e mais barato de medir carbono é uma vantagem competitiva concreta.

Quem é afetado e por que isso importa para o seu negócio

O movimento afeta diretamente produtores rurais de qualquer porte, empresas de insumos agrícolas, consultorias técnicas e também investidores interessados em startups agtech. A trajetória da Agrorobótica, que já passou por duas rodadas de aceleração, recebeu investimento privado e participou de um programa de aceleração do Banco do Brasil, mostra que existe um caminho estruturado de conexão entre pesquisa pública e capital privado no agro. Para quem presta serviços contábeis ou de gestão a empresas do setor, entender esse tipo de movimento ajuda a orientar clientes sobre investimento em tecnologia, elegibilidade a linhas de crédito voltadas à inovação e planejamento de custos operacionais no médio prazo.

Outro ponto relevante é a direção futura da pesquisa. Segundo Débora, a combinação entre fotônica, tecnologias quânticas e inteligência artificial deve gerar equipamentos ainda mais precisos e uma nova geração de sistemas de apoio à decisão no campo. Isso sugere que o ritmo de renovação tecnológica no agro deve continuar acelerado, e negócios que se organizarem para adotar essas ferramentas com antecedência tendem a sair na frente em eficiência e redução de custos.

Como se preparar

Não é preciso ser especialista em física para se beneficiar dessa transformação, mas é importante acompanhar de perto fornecedores e parceiros que já oferecem esse tipo de tecnologia, avaliar o custo-benefício de substituir análises laboratoriais tradicionais por métodos mais rápidos e considerar o impacto disso no planejamento financeiro da propriedade ou da empresa. Se seu negócio depende de análises de solo ou de comprovação de estoque de carbono, vale colocar na agenda uma conversa com seu contador ou consultor sobre como esses ganhos de eficiência podem se refletir em custos, investimentos e, eventualmente, em acesso a linhas de crédito ou benefícios ligados a práticas sustentáveis.

No fim, a história da agrofotônica reforça um movimento que já é realidade no agro brasileiro: tecnologia de ponta chegando à porteira e mudando, na prática, a forma como se decide o que plantar, quanto adubar e como comprovar resultados ambientais. Ficar de olho nesse tipo de avanço pode ser diferencial competitivo para o seu negócio nos próximos anos.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.