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Jovens se preocupam com aposentadoria, mas não planejam: o que isso diz sobre seu time

26/10/2026 19:303 min de leituraAtualizado há 5 horas

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva, feita a pedido da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), mostra um contraste importante sobre a relação dos jovens brasileiros com o dinheiro: oito em cada dez se preocupam com o futuro financeiro, mas só 34% dizem estar tomando medidas concretas para se preparar. Para você, empresário ou gestor, esse dado vai além da curiosidade estatística. Ele ajuda a entender o comportamento financeiro de parte da sua equipe e de clientes jovens, algo que pode influenciar desde a produtividade até a procura por benefícios como previdência privada oferecida pela empresa.

O que mostra a pesquisa

O levantamento ouviu mil jovens de 18 a 30 anos, das classes A, B e C, com renda própria, em todas as regiões do país. Os resultados mostram que 41% não têm sobra de recursos ou já vivem endividados, e apenas 19% conseguem manter reserva financeira suficiente para cobrir mais de três meses de despesas. Entre as dificuldades mais citadas para guardar dinheiro estão os imprevistos do dia a dia, a renda insuficiente e o próprio endividamento, cada um apontado por cerca de um quarto dos entrevistados.

Apesar da dificuldade financeira, 65% acreditam que o planejamento para a aposentadoria deveria começar antes dos 30 anos. Só que, na prática, 60% tomam decisões financeiras pensando em, no máximo, seis meses à frente. Esse é o retrato de uma geração que entende a importância de olhar para o longo prazo, mas que, pressionada pelo presente, acaba priorizando o imediato.

O retrato financeiro dos jovens brasileiros
41%sem reserva ou endividadosnão conseguem guardar dinheiro ou já estão no vermelho.
34%agem na práticadizem adotar medidas concretas para o futuro financeiro.
65%pouco conhecimentoafirmam saber pouco ou nada sobre previdência privada.
48%disposição declaradadizem ter alta vontade de começar a contribuir em 12 meses.

Por que isso importa para o seu negócio

Se você emprega jovens ou vende para esse público, entender essa lógica ajuda a tomar decisões melhores. Colaboradores sem reserva financeira tendem a ter mais estresse relacionado a dinheiro, o que pode impactar concentração e desempenho no trabalho. Além disso, a pesquisa mostra que metade dos jovens sente mais ansiedade do que motivação ao pensar na aposentadoria, o que reforça a importância de comunicação clara quando a empresa oferece benefícios como previdência complementar.

Outro ponto revelado pelo estudo é o baixo conhecimento sobre previdência privada: 65% dizem entender pouco ou nada sobre o assunto, número que sobe para 75% entre os mais jovens, de 18 a 23 anos. Isso significa que, mesmo quando a empresa oferece esse tipo de benefício, pode haver pouca adesão simplesmente porque o colaborador não entende como funciona ou teme perder o dinheiro investido caso precise de liquidez rápida.

Apesar das dúvidas, 48% dos jovens declaram alta disposição para começar a contribuir com uma previdência nos próximos 12 meses, desde que encontrem uma opção compatível com sua realidade financeira. Os atributos mais valorizados são a possibilidade de pausar as contribuições sem perder o valor acumulado, transparência sobre taxas e custos, e a opção de começar com valores baixos. Esses três pontos são úteis caso você avalie oferecer ou melhorar um plano de previdência como benefício para seus funcionários.

Como usar essas informações na gestão

A pesquisa também mostra que, para a maioria dos jovens, envelhecer bem significa manter autonomia e liberdade de escolha, não necessariamente acumular patrimônio. As principais preocupações ao pensar no futuro são a possibilidade de faltar dinheiro, depender financeiramente de outras pessoas e ter problemas de saúde. Entender essa visão ajuda a moldar comunicações internas sobre benefícios, treinamentos de educação financeira ou até campanhas de marketing voltadas a esse público.

Se sua empresa já oferece ou pretende oferecer previdência privada como benefício, o caminho indicado pelos próprios jovens é simplificar a linguagem, mostrar flexibilidade nas regras e evitar a sensação de que o dinheiro ficará "preso" por décadas. Comunicar esses pontos com clareza pode aumentar a adesão e, de quebra, ajudar sua equipe a construir mais segurança financeira no longo prazo, o que tende a refletir positivamente também no ambiente de trabalho.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.