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IA nos bancos: como isso afeta crédito e taxas para sua empresa

04/08/2026 18:303 min de leituraAtualizado há 29 dias

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de BPO Financeiro, atualizado a cada mudança de norma.

A inteligência artificial deixou de ser promessa e virou rotina no setor financeiro brasileiro. Segundo dados da Febraban, 8 a cada 10 bancos já utilizam inteligência artificial generativa em suas operações e conseguem medir resultados concretos, principalmente em eficiência de processos. Para você, empresário ou gestor, isso não é uma notícia distante: é algo que já afeta diretamente a forma como sua empresa é avaliada para crédito, como fraudes são detectadas em suas transações e como você é atendido por bancos e fintechs.

O movimento não é exclusividade brasileira. Um levantamento global da Deloitte mostra que 74% dos CFOs pretendem adotar inteligência artificial em atividades financeiras, com foco em tarefas operacionais, planejamento e análise. Ou seja, a tendência é que a tecnologia se espalhe também para dentro das empresas, não só nos bancos que atendem a elas.

O que muda na prática

Um dos impactos mais diretos está na análise de crédito. Modelos de IA mais avançados hoje consideram muito mais do que renda declarada: histórico de transações, padrões de consumo, regularidade de renda e até a forma como você interage com aplicativos e canais digitais entram na conta. Para empresas de pequeno e médio porte, isso significa que dados de fluxo de caixa e movimentação em maquininhas de cartão passam a ajudar a calibrar o risco de inadimplência com mais precisão, o que pode abrir portas para condições de crédito mais adequadas à realidade do negócio.

Na prevenção a fraudes, sistemas de IA monitoram transações em tempo real e identificam padrões fora do comum com mais precisão. Isso é positivo para quem lida com pagamentos e recebimentos no dia a dia, já que reduz o risco de golpes e movimentações indevidas na conta da empresa. No atendimento, assistentes virtuais baseados em IA generativa já conseguem responder a demandas mais complexas, o que tende a agilizar processos como abertura de conta, solicitação de limites e resolução de problemas operacionais.

Há também ganhos na retaguarda das instituições financeiras: conciliação, validação de dados e geração de relatórios estão sendo automatizados, reduzindo tempo e custo em atividades que antes dependiam intensamente de mão de obra. A Febraban aponta um aumento médio de 11,4% na eficiência dos processos bancários com o uso de IA e IA generativa, com parte das instituições registrando ganhos superiores a 20%.

Por que a qualidade dos dados importa para você

O avanço da IA no setor financeiro está diretamente ligado à forma como bancos e instituições organizam seus dados. Em áreas mais sensíveis, como tesouraria, gestão de risco e planejamento financeiro, ainda predominam sistemas fragmentados e com integração desigual, o que limita o alcance da tecnologia. Por isso, a adoção de IA nessas frentes acontece de forma mais gradual, dependendo da evolução da governança de dados dentro de cada instituição.

Aqui entra o Open Finance, que permite, com o consentimento do cliente, reunir informações financeiras antes dispersas entre diferentes instituições. Segundo o estudo State of Open Finance 2026, da Mastercard, 60% das empresas do setor financeiro já geram insights em tempo real com IA para gestão de risco e relacionamento com clientes, e 57% dizem ter fortalecido protocolos de segurança e prevenção a fraudes graças ao compartilhamento de dados. Para o seu negócio, isso pode significar modelos de crédito mais precisos e produtos financeiros mais personalizados, já que a instituição passa a ter uma visão mais completa da sua vida financeira, sempre dentro das regras de consentimento.

Como se preparar

Se você lida com bancos, fintechs ou plataformas de crédito, vale acompanhar como sua empresa compartilha dados via Open Finance, já que isso tende a influenciar diretamente as condições de crédito e taxas oferecidas. Manter registros financeiros organizados, histórico de transações consistente e regularidade nos pagamentos passa a ter peso ainda maior nas avaliações automatizadas. Também é importante ficar atento às ofertas de produtos mais personalizados que devem surgir à medida que instituições aprimoram seus modelos de IA, avaliando sempre se as condições realmente fazem sentido para o seu momento de negócio antes de aceitar qualquer proposta.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.