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IA no marketing: como agências brasileiras devem se preparar para essa mudança

25/08/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 9 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.

Se você contrata serviços de marketing ou tem uma equipe própria nessa área, vale prestar atenção a uma mudança que já está acontecendo nas maiores agências e consultorias do mundo: a inteligência artificial passou a fazer o trabalho que antes era função de profissionais em início de carreira. O resultado, segundo levantamentos do setor, foi a eliminação de mais de 10 mil empregos de marketing nos Estados Unidos apenas nos primeiros sete meses de 2025, número que tende a crescer conforme o uso de agentes de IA se populariza.

O que está mudando

Tarefas como escrever um primeiro rascunho de texto, montar um relatório semanal ou produzir uma peça inicial de design eram, tradicionalmente, o trabalho de quem estava começando na área. Era assim que se aprendia o ofício e, ao mesmo tempo, era o custo mais pesado da folha de pagamento das agências. Agora, agentes de inteligência artificial fazem esse primeiro trabalho em minutos, e um profissional mais experiente apenas revisa e ajusta o resultado. Na prática, a etapa intermediária, ocupada por quem estava aprendendo, deixou de existir em muitas estruturas.

Isso não significa que o trabalho sumiu: ele continua sendo feito, só que por menos pessoas. Grandes grupos de comunicação e consultorias já reorganizaram suas equipes nesse formato, unindo economia de custos com uso mais intenso de tecnologia.

Quem sente esse impacto

O efeito é mais forte sobre cargos de entrada, principalmente nas áreas de redação e design. Pesquisas do setor mostram que uma parcela relevante das agências já reduziu vagas júnior nessas funções em 2025, e outra parte ainda maior planeja novos cortes nos próximos anos. Ao mesmo tempo, cresce a procura por profissionais mais experientes, capazes de orquestrar o trabalho da IA, revisar o que ela produz e responder pelo resultado final entregue ao cliente. Ou seja: a demanda migra da execução para a decisão estratégica.

Para o empresário que contrata uma agência ou mantém um time interno de marketing, esse movimento tem efeito direto no bolso e na qualidade do serviço. Estruturas mais enxutas, com menos gente júnior e mais gente sênior apoiada por IA, podem significar entregas mais rápidas e, em alguns casos, custos menores. Mas também exige atenção redobrada: quem está no comando precisa continuar garantindo que o resultado final faça sentido para o negócio, e não apenas parecer pronto.

O que fazer diante dessa mudança
01
Mapeie o que já pode ser automatizado

Liste as entregas de marketing do último mês e identifique quais poderiam ter sido feitas por um agente de IA sob supervisão de um profissional experiente.

02
Calcule o tempo que seria liberado

Some as horas que a equipe gastaria com essas tarefas repetitivas se a IA assumisse a primeira versão do trabalho.

03
Redirecione a equipe para o que gera valor

Use o tempo liberado para fortalecer posicionamento de marca, atendimento e relacionamento com clientes, pontos que definem renovação de contratos.

04
Invista em treinamento, não só em corte

Empresas que mantiveram equipe e treinaram o time para trabalhar com IA registraram crescimento de receita e boa retenção de talentos.

Exemplos do próprio setor mostram que essa transição pode ser bem conduzida. Uma grande rede de comunicação ampliou receita ao mesmo tempo em que treinava a maior parte da equipe de atendimento para usar sua própria plataforma de IA, cortando um número bem menor de posições em comparação a outros grupos. Já uma agência menor cresceu receita, dobrou o tamanho da equipe e manteve alta retenção de talentos justamente por se adaptar rápido ao novo cenário, colocando a experiência estratégica como principal diferencial na hora de contratar.

Para o gestor brasileiro, o recado prático é simples: não adianta ignorar a mudança nem simplesmente demitir para cortar custos. O caminho que tem funcionado é reorganizar a equipe, deixar a IA cuidar das tarefas repetitivas de nível inicial e concentrar as pessoas experientes onde elas realmente fazem diferença, no relacionamento com o cliente, na estratégia e na decisão final sobre o que será entregue.

Se você lidera uma equipe de marketing ou depende de fornecedores nessa área, este é o momento de rever processos internos e conversas com parceiros: pergunte quais entregas já poderiam contar com apoio de IA e onde vale a pena reforçar o time sênior. Antecipar essa reorganização tende a custar menos, em dinheiro e em pessoas, do que fazer ajustes forçados mais adiante.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.