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IA na contabilidade: o que a adoção em massa muda para o seu negócio

30/08/2026 11:004 min de leituraAtualizado há 3 dias

Fonte: Contábeis · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

A inteligência artificial já não é promessa: ela está dentro da rotina da contabilidade brasileira. Uma pesquisa feita pela IOB, em parceria com a Fenacon e o Conselho Federal de Contabilidade, mostra que 78% dos profissionais contábeis usam ferramentas de IA pelo menos uma vez por semana, e mais da metade delas todos os dias. Se você é empresário e depende de um escritório de contabilidade ou tem um departamento contábil interno, esse dado importa diretamente: a forma como seus números são tratados está mudando, e isso pode significar mais agilidade, mais análise e, potencialmente, menos erros no seu dia a dia financeiro.

Por que isso está acontecendo agora

O levantamento, feito entre abril e maio de 2026 com 393 profissionais de todo o país, aponta que a busca por produtividade é o principal motor dessa mudança. Os próprios contadores listam quais são os maiores gargalos da profissão hoje: retrabalho manual (34%), falta de tempo para análise e consultoria (20%), dificuldade de integração entre sistemas (17%) e erros humanos em tarefas repetitivas (15%). Ou seja, a IA está entrando exatamente onde mais pesa: nas tarefas operacionais que consomem tempo e atenção, mas não agregam valor estratégico ao seu negócio.

A boa notícia para quem contrata serviços contábeis é que essa automação tende a liberar o contador para fazer o que realmente importa: interpretar números, orientar decisões e antecipar problemas. Segundo a pesquisa, 42% dos profissionais acreditam que a IA vai revolucionar o modelo de trabalho da contabilidade, e 37% a veem como aliada para aumentar produtividade e reduzir custos. O medo de que a tecnologia substitua o profissional é baixo: apenas 2% enxergam a IA como ameaça ao trabalho humano.

O que muda na relação entre você e seu contador

Para o empresário, o efeito prático é que o contador tende a se tornar mais consultivo e menos operacional. A pesquisa mostra que 58% dos profissionais acreditam que a IA vai aumentar o valor estratégico do contador, enquanto 29% acham que algumas funções serão automatizadas, mas o profissional continuará essencial para interpretar dados e apoiar decisões. Na prática, isso significa que você pode esperar do seu contador cada vez mais orientação sobre o negócio, e não apenas entrega de obrigações fiscais e planilhas.

O que a pesquisa mostra
78%usam IA semanalmenteno trabalho contábil, ao menos uma vez por semana.
62%têm conhecimento básicosobre IA, mesmo já usando a tecnologia.
68%sem capacitação oferecidapela empresa ou escritório em que trabalham.
83%confiam nas ferramentasse sentem muito ou razoavelmente seguros com a IA.

Apesar do uso já ser generalizado, há um ponto de atenção importante: a capacitação não acompanhou a adoção. A maioria dos profissionais (62%) classifica seu conhecimento sobre IA como apenas básico, e só 5% dizem ter domínio avançado. Além disso, 68% afirmam que suas empresas ou escritórios não oferecem nenhum treinamento sobre o tema. Isso é relevante para você como cliente: vale perguntar ao seu escritório de contabilidade como ele está se preparando tecnicamente, e não apenas se já usa ferramentas de IA no discurso.

Segurança da informação também entra na conversa

Com mais dados circulando por ferramentas automatizadas, cresce também a preocupação com segurança da informação. Os principais receios apontados pelos próprios contadores são vazamento de dados de clientes (33%), uso indevido de informações confidenciais (22%) e decisões automatizadas sem supervisão humana (22%). Ainda assim, o nível de confiança geral é alto: 83% dos profissionais se dizem muito ou razoavelmente confiantes quanto à segurança das ferramentas que utilizam. Para o empresário, isso reforça a importância de saber como seu escritório protege os dados da sua empresa ao adotar novas tecnologias.

Outro dado que merece atenção é a mudança no tipo de competência valorizada na profissão. Em vez de habilidades puramente operacionais, os profissionais apontam comunicação e consultoria (20%) e tomada de decisão estratégica (20%) como as capacidades mais importantes para os próximos anos. Isso confirma que a tendência não é um contador que só cumpre obrigações, mas um profissional que participa mais ativamente das decisões do seu negócio.

Na prática, se você é empresário ou gestor, o momento pede uma postura ativa: converse com seu contador sobre como a tecnologia está sendo usada no atendimento à sua empresa, pergunte sobre segurança dos dados e aproveite o novo espaço que a automação abre para receber mais orientação estratégica, e não apenas relatórios. A contabilidade está mudando de papel, e quem acompanhar essa transição de perto tende a sair na frente na gestão do próprio negócio.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.