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IA em agências: como usar sem perder qualidade e reduzir riscos ao negócio

24/08/2026 05:004 min de leituraAtualizado há 10 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

Se a sua empresa contrata agências de marketing, comunicação ou conteúdo, ou se você mesmo usa inteligência artificial para produzir textos e materiais, um alerta recente merece atenção: a IA está deixando a produção mais rápida, mas essa velocidade tem um custo escondido. Especialistas ouvidos pela Forbes chamam esse risco de "AI slop", ou seja, conteúdo gerado às pressas, genérico e sem profundidade, que pode parecer bom à primeira vista, mas não entrega resultado nenhum.

O problema é simples de entender: quanto mais fácil fica produzir conteúdo, mais fácil também fica produzir conteúdo ruim. Para quem depende de comunicação, marketing ou conteúdo para vender, gerar leads ou fortalecer a marca, isso é um risco direto ao caixa e à reputação do negócio. Por isso, profissionais de diversas agências compartilharam como equilibram o uso da tecnologia sem abrir mão da qualidade que realmente traz resultado.

O que muda na forma de trabalhar

Um ponto comum entre as agências ouvidas é: a IA não pode substituir o pensamento inicial. Muitas equipes agora evitam usar a ferramenta logo no primeiro rascunho, justamente porque é nesse momento, diante da página em branco, que surgem as ideias mais originais. A tecnologia entra depois, para ampliar e aprimorar o que já foi pensado por uma pessoa.

Outra mudança importante está na forma de usar os comandos dados à IA. Em vez de pedir respostas genéricas, agências estão investindo tempo em construir instruções mais detalhadas, com dados próprios do negócio, informações do público-alvo e restrições específicas. O resultado tende a ser um conteúdo mais alinhado à realidade da empresa, e não um texto que poderia servir para qualquer concorrente.

Quem é afetado por essa mudança

Essa discussão interessa diretamente a empresários que contratam serviços de marketing, conteúdo ou comunicação, mas também a gestores que usam IA internamente para produzir materiais, respostas a clientes ou peças de divulgação. Se a sua empresa depende de geração de leads, campanhas ou construção de marca, a qualidade do conteúdo entregue impacta resultado de vendas e credibilidade junto ao público.

Vale destacar um ponto levantado pelas agências: quando o objetivo é apenas produzir grande volume de conteúdo, cresce a tolerância a materiais fracos. Mas quando a meta é gerar leads de verdade ou fortalecer a marca, a exigência de qualidade precisa ser mais rigorosa. Isso significa que, ao contratar uma agência ou fornecedor, vale perguntar como o processo de revisão funciona, e não apenas quanto conteúdo será entregue.

Práticas adotadas por agências para manter a qualidade
01
Ideia antes da IA

O rascunho inicial é feito por uma pessoa, sem apoio de IA, para preservar a originalidade.

02
Instruções detalhadas

Uso de dados próprios e informações específicas do público em vez de comandos genéricos.

03
Regras claras por escrito

Documentos internos definem o que é bom uso da IA e quem responde pela qualidade do resultado.

04
Revisão humana obrigatória

Nenhum material vai ao cliente sem checagem final de um profissional experiente.

Outro cuidado mencionado é a criação de documentos internos, como manifestos ou padrões operacionais, que definem claramente o que é considerado um bom uso da tecnologia e quem é responsável pelo resultado final. Isso evita que a responsabilidade fique diluída entre a equipe e a ferramenta, um risco real quando o processo não tem regras definidas.

Um consenso forte entre os especialistas é que a IA deve ser tratada como apoio, nunca como decisão final. Estratégia, julgamento e aprovação continuam sendo tarefas humanas. Vários profissionais reforçam que nenhum conteúdo deve ser entregue ao cliente sem passar pela revisão de alguém experiente, que confira dados, corrija erros e garanta que o texto realmente converse com o público certo.

Como se preparar

Se você contrata serviços de conteúdo ou marketing, é hora de fazer perguntas mais específicas ao seu fornecedor: como a IA é usada no processo, quem revisa o material antes da entrega e quais critérios de qualidade são aplicados. Se sua empresa usa IA internamente, vale adotar práticas simples, como não depender da ferramenta para gerar a primeira ideia, criar um padrão interno de qualidade e nunca dispensar a revisão humana antes de publicar ou enviar qualquer material a clientes. No fim, o diferencial não está em quem usa mais IA, mas em quem consegue usá-la sem perder o que realmente gera resultado: pensamento original, estratégia e conexão genuína com o público.

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