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Google prepara chip próprio para acelerar IA Gemini a partir de 2028

20/07/2026 17:043 min de leituraAtualizado há 44 dias

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.

O Google confirmou, por meio de uma reportagem do site The Information, que está trabalhando em um novo chip para servidores capaz de rodar seu modelo de inteligência artificial Gemini de forma muito mais eficiente. A novidade, apelidada internamente de "Frozen v2", promete resolver um problema que já afeta clientes: a falta de capacidade de processamento de IA disponível na nuvem do Google. Segundo a reportagem, essa escassez chegou a fazer o Google Cloud recusar contratos com empresas que queriam usar os serviços de IA da companhia.

Na prática, isso significa que o Google está apostando em construir hardware e software juntos, desde o início, para que o chip já "saiba" rodar o Gemini de maneira otimizada, em vez de depender apenas de processadores genéricos adaptados depois. A ideia é que esse chip seja de seis a dez vezes mais eficiente do que os modelos de IA personalizados mais recentes da empresa, considerando a quantidade de tarefas de IA processadas por unidade de energia consumida. É um salto expressivo, que pode reduzir custos e aumentar a velocidade de resposta dos serviços baseados em Gemini.

O que muda para quem usa nuvem e IA

Se você usa ou pretende usar ferramentas de inteligência artificial baseadas no Google, seja diretamente pelo Gemini, seja por meio de sistemas que rodam na infraestrutura do Google Cloud, esse tipo de investimento tende a impactar sua operação de duas formas. Primeiro, mais capacidade computacional disponível significa menos risco de gargalos, filas ou recusa de contratos, algo que já vinha acontecendo por falta de estrutura suficiente. Segundo, chips mais eficientes normalmente ajudam a reduzir custos operacionais no longo prazo, o que pode se refletir em preços mais competitivos para quem contrata esses serviços.

É importante entender que esse projeto, batizado de "Frozen", não substitui as TPUs (unidades de processamento tensorial) que o Google já usa hoje para IA. Trata-se de uma linha de chips complementar, desenvolvida internamente, criada especificamente para atender à crescente demanda por poder de processamento de modelos de linguagem como o Gemini. Ou seja, a empresa está diversificando sua infraestrutura tecnológica, e não trocando o que já funciona.

Prazos e contexto do mercado

O Google planeja colocar esse novo chip em operação em 2028, prazo ainda sujeito a ajustes, já que os engenheiros da empresa continuam definindo detalhes finais do projeto, incluindo o quanto do modelo Gemini será efetivamente incorporado ao hardware. Para empresários que dependem de tecnologia em nuvem, esse é um horizonte de médio prazo: não muda nada imediatamente, mas sinaliza para onde a infraestrutura de IA está caminhando nos próximos anos.

O anúncio também acontece em um momento sensível para o Google no campo da inteligência artificial. Há relatos recentes de que a empresa adiou o lançamento da versão mais nova do Gemini por não ter atingido metas internas, principalmente relacionadas à capacidade de programação do modelo. Isso mostra que, apesar dos investimentos pesados em hardware, a corrida por IA mais avançada ainda enfrenta desafios técnicos que vão além do processamento: envolvem também a qualidade e a maturidade dos próprios modelos.

No mercado financeiro, a notícia foi bem recebida: as ações da Alphabet, controladora do Google, subiram 3,3% logo no início do pregão após a divulgação da informação. Isso reforça que investidores enxergam esse tipo de investimento em infraestrutura própria como um diferencial competitivo importante, especialmente numa disputa acirrada com outras gigantes de tecnologia que também correm atrás de soluções de IA mais baratas e eficientes.

Como isso pode se preparar você e sua empresa

Mesmo sem impacto imediato, vale acompanhar esse tipo de movimento se sua empresa já usa ou pensa em adotar ferramentas de IA baseadas em Gemini ou Google Cloud. Nos próximos anos, é provável que você tenha acesso a serviços mais rápidos, com menos instabilidade e, possivelmente, custos mais competitivos, resultado direto de investimentos como esse em hardware dedicado. Se a IA já faz parte da rotina do seu negócio, ou está nos seus planos, fique de olho em atualizações sobre disponibilidade de serviços e condições comerciais do Google Cloud ao longo dos próximos anos, já que mudanças na infraestrutura tendem a se refletir, cedo ou tarde, em preço e qualidade para o cliente final.

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