Goldman Sachs usa IA para investimentos: entenda a nova plataforma
30/07/2026 16:333 min de leituraAtualizado há 34 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil.
A Goldman Sachs Asset Management, divisão de gestão de recursos do banco americano Goldman Sachs, acaba de criar uma plataforma interna batizada de AlphaAI, dedicada a aplicar inteligência artificial na análise e seleção de investimentos. A iniciativa reforça uma tendência que já vinha se desenhando no mercado financeiro internacional: usar IA não apenas como ferramenta de automação, mas como peça central na tomada de decisão sobre onde alocar capital.
Quem vai comandar a nova área é Lou D'Ambrosio, que assume como presidente de Inteligência Artificial para Gestão de Ativos dentro do banco. Ele já tinha experiência prévia relevante no Goldman: fundou em 2018 o programa Value Accelerator, iniciativa que apoia empresas do portfólio da gestora a crescer e ganhar valor de mercado, e também preside o conselho interno que discute investimentos em IA. Segundo D'Ambrosio, a expectativa é que a IA aumente as diferenças de desempenho entre empresas dentro de um mesmo setor, não só entre setores diferentes, e que essas diferenças ainda não estão totalmente refletidas nos preços das ações e ativos hoje negociados.
Marc Nachmann, diretor global da área de Gestão de Ativos e Patrimônio do Goldman Sachs, resumiu o raciocínio por trás da criação da AlphaAI: a IA está remodelando setores inteiros e, ao mesmo tempo, funciona como um multiplicador de força na maneira como o banco analisa e escolhe investimentos. Na prática, isso significa usar algoritmos e modelos de IA para identificar oportunidades que passariam despercebidas pela análise tradicional.
O que muda na prática
Um dado chama atenção: segundo D'Ambrosio, o Goldman já identificou mais de 100 casos de uso de inteligência artificial em escala dentro das próprias empresas que fazem parte do portfólio de investimentos do banco. Ou seja, a aposta não é teórica, já existe experiência acumulada sobre como a IA gera valor real dentro de negócios de diferentes setores. Com a comando da liderança global do Value Accelerator agora nas mãos de Darius Adamczyk, que também vinha atuando no programa, o banco reforça o discurso de que quer aprofundar processos, qualificar equipes e aumentar o rigor na execução das estratégias de crescimento das empresas em que investe.
Para você, empresário ou gestor, o movimento do Goldman Sachs funciona como um termômetro de para onde o mercado financeiro está olhando. Grandes gestoras de recursos estão cada vez mais dispostas a usar IA para decidir em quais empresas investir e quais estratégias de crescimento apoiar. Isso significa que negócios que conseguem demonstrar uso maduro de inteligência artificial em seus processos, seja em atendimento, produção, análise de dados ou tomada de decisão, tendem a se destacar na hora de atrair investimento e capital.
Um mercado em expansão
O interesse por IA no mundo dos investimentos não é exclusividade do Goldman Sachs. De acordo com dados da Morningstar, fundos e ETFs (fundos negociados em bolsa) sediados nos Estados Unidos e voltados ao tema de inteligência artificial já somam US$ 40,5 bilhões em ativos sob gestão. Um exemplo citado é o Defiance Quantum ETF, que administra US$ 4,88 bilhões e concentra investimentos em computação quântica, aprendizado de máquina e outras tecnologias ligadas à IA.
Isso mostra que, apesar de ainda não estar claro quais empresas vão sair como as grandes vencedoras dessa nova onda tecnológica, o dinheiro já está se movimentando com força na direção da inteligência artificial. Para quem administra uma empresa, mesmo fora do setor financeiro, esse cenário reforça a importância de acompanhar como a IA está sendo incorporada em processos de gestão, análise de resultados e planejamento estratégico, inclusive na área contábil e financeira do próprio negócio.
Na prática, o recado é claro: investir tempo e recursos em entender e aplicar inteligência artificial na gestão do seu negócio deixou de ser um diferencial futurista para se tornar um fator que grandes players do mercado financeiro já consideram na hora de avaliar o potencial de crescimento de uma empresa. Fique atento a essa movimentação e avalie, com apoio de profissionais de confiança, como sua empresa pode começar a se preparar para esse novo cenário competitivo.
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