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Gerdau tem lucro recorde no 3º tri: o que isso sinaliza para o mercado

26/10/2026 18:413 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de BPO Financeiro, atualizado a cada mudança de norma.

A Gerdau divulgou um dos melhores resultados trimestrais dos últimos anos. A siderúrgica fechou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,56 bilhão, valor 43,4% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. O número chama atenção porque veio acompanhado de uma queda nas vendas de aço, mostrando que a empresa conseguiu ganhar eficiência e melhorar preços mesmo vendendo menos volume.

Para você que acompanha o mercado ou tem negócios ligados à cadeia do aço (construção civil, indústria automotiva, metalurgia), esse tipo de resultado funciona como termômetro: mostra que, apesar de um cenário mais apertado em volume, há espaço para rentabilidade quando a empresa consegue equilibrar preços e custos.

O que puxou o resultado

O Ebitda ajustado, indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 3,8 bilhões, um crescimento de 37,8% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada chegou a 20,2%, o maior patamar desde o segundo trimestre de 2023. A receita líquida avançou 3,9%, para R$ 18,7 bilhões, mesmo com as vendas de aço caindo 5,6%, para 2,9 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o que explica essa aparente contradição (receita subindo com volume caindo) foram os preços mais altos praticados na América do Norte, que compensaram tanto a queda nas quantidades vendidas quanto os efeitos do câmbio.

Destaques do trimestre
R$ 1,56 bilucro líquidoalta de 43,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
R$ 3,8 biEbitda ajustadocrescimento de 37,8% na comparação anual.
76,4%do Ebitda veio da América do Norteregião foi o principal motor do resultado.

Diferenças entre as regiões

O desempenho não foi parecido em todas as operações da Gerdau. Nos Estados Unidos, o Ebitda ajustado do segmento chegou a R$ 2,9 bilhões, alta de 60% em relação ao terceiro trimestre de 2025, com margem de 27,7%, a maior em quatro anos. Essa operação sozinha respondeu por 76,4% do Ebitda ajustado total da empresa.

Já no Brasil, o cenário foi mais desafiador: o Ebitda ajustado somou R$ 741 milhões, uma queda de 2,8% na comparação anual. A empresa atribuiu esse resultado a um ambiente competitivo, com oferta elevada de aço em alguns segmentos do mercado interno. Na América do Sul, fora do Brasil, o recuo foi ainda maior, de 31,8%, para R$ 160 milhões, afetado por custos mais altos e paradas programadas para manutenção.

Essa diferença entre regiões é um ponto de atenção para quem negocia com a Gerdau ou acompanha o setor: o mercado americano está mais aquecido e rentável no momento, enquanto Brasil e América do Sul enfrentam mais concorrência e pressão de custos.

Caixa, dívida e dividendos

No campo financeiro, a empresa também mostrou fortalecimento. O fluxo de caixa livre do trimestre foi positivo em R$ 1,4 bilhão, e a dívida líquida ficou em R$ 7,7 bilhões. A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, indicador usado para medir o nível de endividamento em relação à geração de caixa, caiu para 0,58 vez, ante 0,81 vez um ano antes, sinal de que a empresa está menos alavancada.

Com base nesse desempenho, a Gerdau aprovou o pagamento de R$ 667 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,34 por ação. O pagamento está marcado para 15 de dezembro, e terão direito a receber os acionistas que estiverem com ações da empresa em 10 de novembro. Para investidores, esse é o prazo que define quem participa dessa distribuição.

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