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ERP pronto para IBS e CBS: como saber se o seu sistema já está preparado

17/09/2026 18:064 min de leituraAtualizado há 1 hora

Fonte: Jornal Contábil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Reforma Tributária, atualizado a cada mudança de norma.

A Reforma Tributária já começou a mudar a rotina das empresas, e um dos pontos mais sensíveis dessa mudança é o sistema de gestão usado no dia a dia. Isso porque o ERP, a plataforma que controla vendas, estoque, financeiro e emissão de notas fiscais, precisa estar preparado para calcular e registrar dois novos tributos: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Juntos, eles formam o novo modelo de IVA que vai substituir gradualmente parte da tributação atual sobre o consumo.

Para você, empresário ou gestor, isso significa que não basta entender as regras da Reforma: é preciso garantir que o sistema usado na empresa consiga aplicar essas regras na prática, sem depender de planilhas paralelas ou ajustes manuais constantes.

O que muda para a sua empresa

O IBS será administrado por estados e municípios, enquanto a CBS fica sob responsabilidade da União. Na prática, isso exige que as informações tributárias estejam corretamente vinculadas a cada operação, produto e serviço, para que apareçam certinho nos documentos fiscais emitidos pela empresa.

Outro ponto importante: a mudança não acontece de uma vez. A transição é gradual, e em 2026 a nova estrutura já entra em fase de testes, com outras etapas previstas para os anos seguintes. Isso quer dizer que, por um bom tempo, sua empresa vai precisar operar com o modelo tributário atual e o novo modelo ao mesmo tempo. Um ERP realmente preparado é aquele que acompanha essas atualizações ao longo de toda a transição, e não apenas adiciona dois campos novos na tela do sistema.

Como saber se o ERP está preparado de verdade

Antes de comparar sistemas, vale entender o que significa "estar preparado". O primeiro requisito é a parametrização fiscal: o sistema precisa permitir configurar informações como CST e classificação tributária de acordo com cada tipo de operação. Também é essencial que ele calcule a base dos novos tributos e mostre os valores de IBS e CBS já na venda e na emissão da nota fiscal. Quando esse cálculo depende de controles externos ou planilhas, o risco de erro aumenta.

Além disso, vale observar se as informações fiscais estão integradas às demais áreas da empresa. Quanto menos sistemas paralelos forem necessários, menor o retrabalho da sua equipe. Segundo o material analisado, diferentes fornecedores já avançaram nesse sentido, cada um com seu próprio ritmo e formato de solução, o que reforça a importância de verificar diretamente com o fornecedor utilizado quais recursos já estão disponíveis.

O que verificar antes de decidir
01
Cálculo automático

O sistema calcula sozinho a base e os valores de IBS e CBS?

02
Parametrização

É possível configurar CST, classificação tributária e regras específicas da sua operação?

03
Documentos fiscais

IBS e CBS aparecem corretamente na NF-e e na NFS-e emitidas?

04
Atualizações

O fornecedor tem cronograma para acompanhar as próximas etapas da Reforma?

05
Integração com a contabilidade

As informações podem ser compartilhadas de forma organizada com o seu contador?

Vale reforçar que essa checagem não é feita uma única vez. Como a Reforma segue sendo implementada aos poucos, um sistema que atende bem à etapa atual pode precisar de novos ajustes conforme outras obrigações entrarem em vigor.

Por que evitar planilhas e controles paralelos

Manter planilhas separadas para acompanhar IBS e CBS pode parecer uma saída rápida, mas na prática aumenta o volume de informações que sua equipe precisa conferir manualmente, elevando o risco de erro. Quando o cálculo tributário está integrado ao próprio ERP, os dados da venda, do documento fiscal e da gestão financeira permanecem conectados, o que facilita a rastreabilidade e evita retrabalho.

Como a Reforma ainda terá novas etapas de implementação nos próximos anos, a capacidade do fornecedor do seu sistema de acompanhar essas mudanças legais e técnicas deve pesar na hora de decidir se você mantém o ERP atual ou migra para outra solução.

Na prática, o recado para o seu negócio é simples: verifique com o fornecedor do seu sistema quais recursos de IBS e CBS já estão disponíveis, quais ainda dependem de atualização e como isso vai impactar sua rotina de emissão de notas e apuração de impostos. Conversar com seu contador nesse processo ajuda a garantir que as informações fiscais cheguem organizadas e reduzam o retrabalho durante toda a transição.

Aviso: conteúdo informativo, produzido a partir de fontes públicas e reescrito pela nossa editoria. Não substitui orientação contábil ou fiscal personalizada. Tem uma dúvida sobre o assunto? Pergunte no portal.