Dobráveis e wearables de saúde: o que muda na rotina das empresas
03/08/2026 15:224 min de leituraAtualizado há 30 dias
Fonte: Forbes Brasil · Síntese editorial da GL Inteligência Contábil. Veja também o nosso guia de Trabalhista e Folha, atualizado a cada mudança de norma.
A Samsung usou um evento em Londres para apresentar uma nova geração de dispositivos que reforça duas apostas da empresa: dobráveis mais versáteis e wearables voltados à saúde preventiva. Em entrevista à Forbes, Annika Bizon, vice-presidente de Produto e Marketing da divisão Mobile Experience da Samsung no Reino Unido e na Irlanda, detalhou os planos por trás do novo Galaxy Z Fold8, do Galaxy Watch Ultra 2 e do Galaxy Ring. Para você que gerencia um negócio, o assunto pode parecer distante do dia a dia da empresa, mas há um recado direto: tecnologia de saúde e produtividade estão cada vez mais integradas, e isso já influencia decisões sobre benefícios corporativos, equipamentos de trabalho e até políticas de bem-estar de equipe.
O que muda nos aparelhos
O Galaxy Z Fold8 chega em um formato descrito pela executiva como totalmente novo, dentro de uma linha de três dobráveis anunciados pela Samsung. Segundo Annika, o apelo do formato dobrável vai além da estética: a tela em proporção maior facilita atividades como assistir vídeos sem precisar carregar um tablet, algo especialmente útil para quem viaja com frequência a trabalho. Para empresários que avaliam a renovação de equipamentos corporativos ou political de mobilidade da equipe, é um sinal de que os dobráveis deixaram de ser um nicho experimental e caminham para se tornar opção viável de uso profissional.
Já o Galaxy Watch Ultra 2 foi apresentado como a peça central da estratégia de saúde da marca. De acordo com a executiva, o relógio amplia o que a Samsung já oferecia em monitoramento de sinais vitais, indo na direção da saúde preventiva: identificar padrões que ajudam a antecipar um mal-estar, avaliar níveis de antioxidantes e acompanhar indicadores relacionados à saúde do coração. Um ponto destacado por Annika é a possibilidade, já aprovada pela agência reguladora britânica MHRA, de enviar dados de saúde diretamente ao médico responsável, o que ela ilustra com um exemplo pessoal envolvendo o acompanhamento da pressão arterial da própria mãe.
Por que isso interessa à sua empresa
Se você lidera uma equipe, a discussão sobre saúde preventiva feita pela executiva da Samsung toca em um tema que já é pauta corporativa: afastamentos, produtividade e qualidade de vida no trabalho. Annika citou o crescimento no número de pessoas que correm maratonas, hoje o dobro do registrado há três anos, e explicou que a marca busca oferecer orientações personalizadas em vez de recomendações genéricas de saúde. Na prática, isso significa dispositivos capazes de emitir alertas específicos, como avisos de hidratação durante esforços físicos intensos, algo que a executiva relatou ter sentido falta em uma experiência pessoal em uma ultracorrida.
Outro ponto relevante para a gestão de pessoas é a integração de dados entre diferentes dispositivos, como o Galaxy Ring, e a análise de qualidade do sono. Annika destacou o conceito de latência do sono, ou seja, entender quanto tempo de sono profundo e restaurador uma pessoa efetivamente tem, como um indicador que ajuda a preparar tanto para desafios físicos quanto para o desempenho no trabalho. Para empresas que discutem jornadas mais saudáveis ou benefícios de bem-estar, esse tipo de dado começa a ganhar peso como argumento de saúde ocupacional.
O papel da inteligência artificial
Questionada sobre a responsabilidade da Samsung nesse movimento, Annika afirmou que a empresa quer estar na vanguarda da tecnologia de inteligência artificial aplicada à vida das pessoas, com o objetivo declarado de contribuir para vidas mais saudáveis no presente e no futuro. Ela reforçou que a ideia é usar a IA em segundo plano, sem exigir que o usuário precise operar ou interpretar manualmente os dados, apenas se beneficiar dos resultados no dia a dia.
Ao ser perguntada se os wearables vão um dia substituir o smartphone, Annika foi direta: o celular continua sendo o centro de controle da vida das pessoas, já que a maioria dos aplicativos ainda depende dele. Segundo ela, a proposta da Samsung é fazer com que celular, relógio e anel trabalhem de forma integrada, reduzindo o esforço mental do usuário para gerenciar tarefas simples, da mesma forma que ela cita a possibilidade de controlar as luzes de casa pelo celular como parte desse conforto tecnológico.
Para o empresário e gestor, o recado prático é claro: dispositivos de saúde conectados deixaram de ser apenas um produto de consumo e começam a se aproximar de discussões sobre benefícios corporativos, saúde ocupacional e produtividade da equipe. Não é preciso adotar imediatamente essas tecnologias no ambiente de trabalho, mas vale acompanhar como elas evoluem, já que fornecedores de planos de saúde, seguradoras e áreas de recursos humanos tendem a incorporar cada vez mais dados desse tipo em suas análises. Ficar atento a essas tendências pode ajudar a antecipar decisões sobre política de benefícios e uso de tecnologia dentro da sua empresa.
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